sexta-feira, 20 de novembro de 2009
1º FESTIVAL DE TEATRO JOVEM DE HELIÓPOLIS!! DIA 24 DE NOVEMBRO DE 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
APRESENTAÇÃO ABERTA AO PÚBLICO! COMPAREÇAM! PRIMEIRA APRESENTAÇÃO FORA DE HELIÓPOLIS.
É COM MUITO ORGULHO QUE CONVIDAMOS A TODOS PARA NOSSA PRIMEIRA APRESENTAÇÃO DO ESPETÁCULO FORA DE HELIÓPOLIS.
ESTAMOS ANSIOSOS, FELIZES E UM POUCO APREENSIVOS COM A REAÇÃO DESSA NOVA PLATÉIA, DE UNIVERSO TÃO DIFERENTE DO QUE ESTAMOS ACOSTUMADOS A NOS APRESENTAR.
A ENTRADA É GRATUITA! É NECESSÁRIO CHEGAR COM UMA HORA DE ANTECEDÊNCIA PARA PEGAR OS INGRESSOS.
SERVIÇO:
"A FESTA"
SÁBADO, 31 DE OUTUBRO DE 2009, AS 15:30 HS
TEATRO CÉLIA HELENA
RUA BARÃO DE IGUAPE, 113, LIBERDADE (PRÓXIMO AO METRÔ LIBERDADE)
APRESENTAÇÃO EXTRA - PARA MOVA (MOVIMENTO DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS)
PRIMEIRA APRESENTAÇÃO VOLTADA PARA ADULTOS.Nossa apresentação do dia foi para integrantes do MOVA (Movimento de alfabetização de jovens e adultos)
E o melhor de tudo... Foi à noite!! Que diferente é Heliópolis à noite!
Aconteceu na nossa querida e conhecida quadra da Unas ,que para nós é como se fosse um teatro, muito aconchegante e familiar. Adoramos apresentar na quadra!
A apresentação foi muito boa, mas percebi que os atores estranharam bastante, pois estão acostumados com platéia de crianças e adolescentes e a interação com adulto é muito mais difícil, a reposta deles é mais silenciosa. Mas houve muita interação e atenção da platéia. No final, conversamos com todos e tivemos o retorno de que adoraram, para alguns foi a sua primeira peça de teatro. É muito emocionante ser o "primeiro" de alguém. Esperamos plantar em seus corações a sementinha da arte...
Eu que sempre fico de fora assistindo a peça, reparei em tudo e achei, sem modéstia nenhuma SENSACIONAL! Hoje pudemos colocar toda a crítica social que nossa peça contém, além de falas mais "ácidas".
O único erro da peça fui eu quem cometi e confesso: Não abri o toldo que cobre as grades da quadra e assim acabamos isolando nossa vizinhança; poderíamos ter tido as casas dos moradores de Heliópolis compondo nossa peça, mas na correria e sem encontrar ninguém que pudesse levantar o toldo perdi essa grande oportunidade. Fiquei com medo da chuva entrar dentro da quadra e perdi a oportunidade!
Mesmo com a luz fria de quadra de esportes (lembrando que nossa peça é "na raça" totalmente sem iluminação de teatro) a peça foi ótima. Fiquei o tempo todo imaginando como seria se tivéssemos uma luz linda e delicada que remetesse à um reino.
Para o ano que vem quero montar uma iluminação bem bonita, com Arandelas de jardim, para apresentações à noite.
Bom... Já comecei a me animar e falar do ano que vem, mas é que minha cabeça está a mil, pois em dezembro terminamos a temporada deste ano em Heliópolis e falta muita gente ainda para assistir à peça. Ou seja, muito trabalho a ser feito por lá!
Vou aproveitar esse tópico “cabeça a mil” para falar que até hoje eu não passo um dia sequer sem pensar na peça, em como eu posso melhorar a dramaturgia, as cenas, a pesquisa dos focos...
É minha gente... É assim minha vida sem sossego, mas feliz, muito feliz, pois a cada dia nosso trabalho ganha uma dimensão muito séria e profissional.
Mais uma coisa: Essa semana tivemos a presença de três Italianos que vieram conhecer o nosso trabalho. A reação foi ótima, eles adoraram o espetáculo, mesmo em português... Ótimos contatos! São mestres em educação na Itália.
Ufa!!! É tanta coisa boa!!! Poderia ficar aqui escrevendo horas...
TEXTO DE TATIANA REHDER, DIRETORA DO GRUPO.




APRESENTAÇÃO DE 20/10/2009 - EMEI JOAQUIM ANTONIO DA ROCHA
A interação foi tão intensa que as crianças se levantavam para falar, riram, gritaram, até mesmo "ameaçaram" parar de assistir a peça se o destino de tal personagem fosse concluído... Muito divertido e mobilizador para nós. A cada palavra, força redobrada para continuarmos a história com energia intensa.
Como eram inteligentes e espertas essas crianças! Ouvimos coisas incríveis, reações insperadas, pensamentos inteligentes e até filosóficos!
É engraçado que a cada espetáculo um personagem é eleito como o mais amado, em que a platéia torce avidamente por ele e por seu destino na história, dependendo da interação que acontece naquele dia... Há dias em que o bem vence, há dias que o mal vence, há dias em que os "tipos", como o bêbado ou o conselheiro espertalhão vencem... é uma caixinha de surpresas.
Surpresas que nos fazem sentir emoções únicas com o mesmíssimo espetáculo! Quem faz a peça é a platéia, não tem jeito!



quarta-feira, 21 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
APRESENTAÇÃO DE 13/10/2009 - EMEI JOAQUIM ANTÔNIO DA ROCHA

Ufa! Que doideira... Depois de um Dia das Crianças bem turbulento, com direito a muita chuva e correria, como em todas as terças, voltamos para nossa querida Heliópolis.
A apresentação foi do espetáculo “A Festinha”, versão para crianças BEM pequenas, de 1 à 3 anos de idade. Já tínhamos feito essa versão em algumas creches, mas a desse dia era numa escola de educação infantil, portanto as crianças eram mais velhas, 4 a 5 anos.
Qual não foi a nossa surpresa ao percebermos uma grande diferença... Descobrimos que temos, ao todo, 4 VERSÕES DA NOSSA PEÇA! Cada uma para uma idade diferente!
A apresentação da peça feita na versão para crianças bem pequenas rolou, mas descobrimos que para essa idade podemos ser um pouco mais ácidos, sem que eles assustem. Podemos aumentar a energia.
FICHAS CAINDO ALUCINADAMENTE!
É impressionante o quanto aprendemos a cada dia ali. E não falo somente de um aprendizado psicológico/social, mas um aprendizado do dia-a-dia; das adaptações do espetáculo, sobre as crianças e as diferenças que percebemos em cada idade, do comportamento no trabalho, de manter sua sanidade quando você acha que vai explodir...! (Tudo isso na prática e não na teoria)
Mas as crianças de hoje... Que coisa mais linda! Todas concentradíssimas, os olhinhos brilhando e ainda interagindo! Demais perguntar uma coisa e aqueles cotocos chegarem a te RESPONDER!E no final... quantos carinhos e abraços! Quantas falas surpreendetes de nossa pequena platéia!



FESTA DO DIA DAS CRIANÇAS EM HELIÓPOLIS
Tenho que dizer que estarmos lá nesse dia tão importante para a comunidade foi igualmente importante para nós; fazer parte desses momentos, como outros em que estivemos presentes, é uma forma de entrarmos ainda mais em contato com a comunidade e sermos aceitos por ela.
A Festa tomou toda a comunidade, com música, brincadeiras, distribuição de presentes, atrações, a rua tomada por todos os moradores.
Chegamos e fomos conhecer nosso local de apresentação: uma espécie de palanque, no meio da rua, com chão de tábuas, alto. Muito mais alto do que costumamos ficar, pois sempre nos apresentamos no chão.
Nos arrumamos na rádio Heliópolis e fomos para o palco. A atmosfera era de festa: muita música alta, pessoas animadas, filas imensas para distribuição de presentes... Ou seja, teríamos que "competir" com tudo aquilo!!!
O palanque era alto e nos sentimos longe da platéia. Nosso espetáculo é baseado em interação e com a altura da estrutura de ferro e com a altura da música e das vozes, ficamos com receio do nosso espetáculo não "chegar" na platéia, não "comunicar".
Platéia? Tivemos medo de não termos platéia, com tantas atrações concorrendo. O pessoal de Heliópolis, querendo nos ajudar, insistia para usarmos microfone. Mas não havia possibilidade de fazermos nosso espetáculo com microfone.
A peça foi anunciada. Algumas crianças se instalaram à frente do palanque.
Enfim começamos. Em meio ao barulho e movimentação da festa, a platéia foi se aproximando. Tivemos uma platéia fiel que nos acompanhou do começo ao fim. Apesar da distância, conseguimos interagir, conseguimos respostas da platéia. Isso não tem preço!
Não posso dizer que foi fácil. Usamos de todo o nosso "gogó" (vulgo gritos!!!) para conseguirmos nos fazer ouvir. Mas conseguimos e o resultado foi muito positivo, pois o mais importante era estarmos lá naquele dia.
Saímos dessa apresentação e, de figurinos mesmo, fomos para o outro lado da comunidade, onde acontecia a outra parte da festa.
Chegamos lá e encontramos alguns alunos das oficinas, coordenadores dos CCCA´s que fazemos parceria, nosso querido padrinho Reginaldo. A festa também acontecia para nós, no meio de tanta animação e da recepção calorosa.
Arrumamos tudo e de repente... CHUVA! MUITA CHUVA! Todos correndo tentando se abrigar, muito tumulto, nós encolhidos no palco tentando manter nossas coisas secas...
Esperamos a chuva passar. Enquanto isso, políticos subiram ao palco, falaram, falaram... Esse foi um momento difícil, o grupo pronto para apresentar e tendo que ouvir politicagem...
Começa a distribuição de presentes, anunciado pela esposa do governador. Todas as crianças saem em polvorosa, animadas.
Chegamos a conclusão que não faríamos o espetáculo, pois além de tudo, a chuva não cessava. Fomos embora um pouco frustrados, pois queríamos muito fazer a apresentação para aquela parte da comunidade, para tantas pessoas queridas que estavam lá.
Mas... sensação de dever cumprido. Conseguimos fazer pelo menos uma apresentação, neste dia tão especial.
INTEIRO DA JANELA DE SUA CASA




sexta-feira, 9 de outubro de 2009
AGENDA ATUALIZADA - ESPETÁCULOS ABERTOS AO PÚBLICO!!! COMPAREÇAM!!!
SEGUE NOSSA AGENDA ATUALIZADA.
DIA 12/10 - EVENTO PARA O DIA DAS CRIANÇAS EM HELIÓPOLIS - DUAS APRESENTAÇÕES DO ESPETÁCULO "A FESTA", AS 10:00 hs E AS 12:00 hs.
DIA 13/10 - ESPETÁCULO " A FESTINHA" - EMEI JOAQUIM ANTÔNIO DA ROCHA
(PARA 04 E 05 ANOS )
DIA 20/10 - ESPETÁCULO " A FESTINHA" - EMEI JOAQUIM ANTÔNIO DA ROCHA
(PARA 05 E 06 ANOS )
DIA 21/10 - ESPETÁCULO " A FESTA" - PARA MOBRAL DE HELIÓPOLIS (MOVIMENTO BRASILEIRO DE ALFABETIZAÇÃO) - QUADRA DA UNAS
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
APRESENTAÇÃO 06/10/2009 - EMEF PÉRICLES - PÚBLICO DE ADOLESCENTES
Que delícia! Deu tudo certo. A apresentação foi maravilhosa, a platéia era inteligentíssima e participou ativamente do espetáculo. Conseguimos cativá-los e percebemos claramente a opinião deles. Para nós é muito gratificante, esse "feedback" imediato que a platéia proporciona.
O diferencial dessse dia foi o debate que fizemos com eles após a apresentação. Eles falaram sobre o grupo de teatro que existe na escola, perguntaram sobre o texto, sobre os personagens, sobre os atores... Conversamos sobre algumas partes da peça e tivemos a noção do que funciona ou não. Muito bom para sabermos o que dá certo e o que não dá no espetáculo.
Eles foram extremamente carinhosos conosco. Tiraram fotos, pediram e-mails, abraços, carinhos e elogios. Saímos de lá extremamente felizes.
Outro motivo de alegria... A sensação de que o espetáculo foi muito bom, tudo na medida certa, energia no talo, mensagens enviadas com sucesso, interação, atores "bombando" em cena...
Estar em comunhão com a platéia é a melhor coisa desse mundo para um ator!!! Uma platéia pode ser amedrontadora! Olhar nos olhos e interagir durante a peça é um caminho difícil que estamos desenvolvendo... Mas a sensação de ter a platéia como cúmplice e não como "julgadores" é muito boa! Dá uma segurança enorme, de que o espetáculo é feito por todos, pelos atores e pelo público.
Para terminar esse texto da atriz, coloco uma frase da diretora "coruja" (a pedido dela mesma!)
"EU QUERIA TER UMA MÁQUINA QUE PUDESSE CAPTAR AS SENSAÇÕES QUE OS ATORES CONSEGUIRAM PROVOCAR NA PLATÉIA, PARA QUE ELES PUDESSEM TER CIÊNCIA DO QUE ELES SÃO CAPAZES. A PEÇA NESTE DIA FOI PERFEITA"
Olha só, é ela que está falando, hein?
Será que parecemos egocêntricos ou que estamos "nos achando"? Espero que não. É apenas orgulho do nosso trabalho...
Texto de Marília Miyazawa.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009
APRESENTAÇÃO 29/09/2009 - EMEF PÉRICLES – TERCEIRAS E QUARTAS SÉRIES
Quando a platéia começa a entrar, já estamos a postos para recebê-la, e a interação começa naquele momento.
Dá pra sentir como será o espetáculo de acordo com essa relação inicial, de atores e platéia. A sensação era de que teríamos um espetáculo difícil, pois a platéia dessa idade costuma ser um tanto dispersa.
Porém, estávamos errados. Assim que o primeiro texto foi dado, um silêncio tomou conta e mais uma vez o espetáculo foi delicioso, vibrante, cheio de intervenções inteligentíssimas das crianças.
Esse dia foi intenso. Além de montarmos o cenário ainda tínhamos que passar 3 cenas, pois incluímos um personagem no coro. Até então esse personagem ficava de fora do coro e no decorrer das apresentações sentimos a necessidade dele ganhar mais espaço e chegamos a conclusão de que no coro ele teria uma função melhor na história.
Hoje, já no final da tarde, parei para pensar em casa e comecei a rir quando lembrei tudo que fizemos. Fiquei na dúvida se a minha risada era de alegria, nervoso ou desespero, deixo para vocês que lêem esse blog decidirem por mim. Para isso achei interessante descrever o dia de hoje:
2 – 07:20 – Montamos o cenário
3 – 07:45 - Incluímos um personagem no coro dos trabalhadores – passamos as cenas e colocamos figurino.
4 – 08:30 – platéia começou a entrar. Interação com a platéia.
5 – 09:00 – começamos a peça.
6 – 09:48 – fim da peça. Conversa com os alunos.
7 – até 10:20 desmontamos e guardamos o cenário, tiramos o figurino.
8 – 10:30 tomamos café que a escola ofereceu
9 – 10:50 ensaiamos lá na escola mesmo as cenas que incluímos para apresentação da próxima semana para as oitavas séries.
10 – 12:00 – Ficamos na rua (pois não temos onde ficar) em pé falando sobre a reunião da roda do Fomento que a Tatjana foi, representando o grupo. Ela explicou o que temos que melhorar no projeto para que ele fique melhor e com mais conteúdo.
11 – 12:40 – Fomos almoçar (os CCCAS fornecem o nosso almoço) e dar as oficinas de teatro nos CCCAS (onde hj em dia atendemos 125 crianças no total)
12 – Eu e Leda, enquanto o pessoal dava as oficinas, fomos marcar as próximas apresentações da peça nas creches e escolas (temos agenda lotada até novembro)
13 – 14:30 – Final das oficinas
14 – 15:00 até 16:00 – Encontro no café do posto de gasolina do caminho de volta (em pé pois no posto não tem cadeira) reunião pedagógica sobre as oficinas, falarmos também sobre como estão as peças para o festival das crianças que faremos no final do ano, que acontecerá dia 24 de novembro no CEU Meninos.
E AINDA TEMOS QUE PROVAR NOS PROJETOS QUE NOSSO TRABALHO É VERDADEIRO E QUE MERECEMOS UMA VERBA PARA MANTÊ-LO. DÁ PARA ACREDITAR? NÃO SERIA MAIS FÁCIL SE OS JURADOS DESSES PROJETOS PASSASSEM UM DIA DESSES COM A GENTE?
E amanhã... Reunião do grupo para tentarmos “melhorar” a nossa reflexão para futuros projetos, além de discutirmos a nossa linguagem e pesquisa. UFA! Um dia cansativo, mas que preencheu nossas almas completamente!!!
Texto de Tatiana Rehder, diretora.
CORTEJO EM HELIÓPOLIS - ANO DA FRANÇA NO BRASIL

Sentimos que nosso trabalho vem sendo cada dia mais valorizado pelo pessoal de Heliópolis.
A Tatjana e Verônica, nossas atrizes e arte educadoras, convivem com Jeanne, uma francesa que veio passar 12 meses no Brasil para acompanhar o trabalho dos diversos projetos que existem na Favela/Bairro Heliópolis.
Jeanne, que já até participou como convidada de uma de nossas apresentações do espetáculo, foi a organizadora desse evento que tenta firmar o intercâmbio dos dois países.
Na próxima semana, junto com Jeanne, o pessoal do HIP HOP de Heliópolis embarca para a França.
O cortejo foi sensacional, o domingo estava lindo e ensolarado. Indescritível a mistura de sons, do batuque do projeto Lata na Favela com o pessoal do Jazz da França. Tambores e saxofones, juntos!
E nós, do Grupo Arte Simples, sambando na diversão e feliz com a comunhão!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009
APRESENTAÇÃO DE 22/09/2009 - CRECHE DA RUA DA MINA
Chegamos encantados com aqueles seres pequeninos, que nos observavam com seus olhinhos arregalados e curiosos para saber quem éramos e o que estávamos fazendo ali.
Quando vimos o tamanho e idade das crianças, ficamos um pouco apreensivos, pois sabemos que nesta idade todo cuidado é pouco: muita calma, carinho, tom de voz suave... Começamos o espetáculo interagindo com os pequenos enquanto se acomodavam na platéia. Bolhas de sabão, palhaçadas, boas vindas... E assim, sob os olhares curiosos, a história começou a ser contada.
Nossa trajetória com essa idade está apenas começando, mas é um desafio delicioso: conseguir comunicar a história, conseguir prender a atenção, causar sensações, emoções e principalmente, estabelecer a interatividade com eles.
É com muito orgulho e com a sensação de dever cumprido que digo que conseguimos vencer esse desafio: tivemos muita interação e atenção da platéia, risadas, falas sobre a história... Simplesmente delicioso!
Nós, atores, temos a sensação de que estamos errando no tom. Será que falamos muito alto? Será que eles entenderam essa parte da história? Será que não estamos subestimando a capacidade de entendimento deles? Essas são algumas de nossas questões nos poucos momentos que temos de coxia. Nosso espetáculo contém muita energia, barulho e música alta... Fazer o espetáculo com a mesma energia porém com mais suavidade é o grande desafio do elenco. Pelo olhar e retorno da diretora, conseguimos. E pelas reações da platéia, antes, durante e após o espetáculo, tivemos essa certeza.
É muito gratificante saber que nossa pesquisa pautada na adaptação do espetáculo baseada nas faixas etárias está dando muito certo, rendendo frutos, esquentando nossos corações e o da platéia. Nesse caso, pequeninos corações, mas que estavam abertos para acolher todo o grupo.

SEGURAR O PRESENTE DA PRINCESA


DÁ PRA VER O QUÃO PEQUENINOS ELES ERAM

COM A PALAVRA... MARCELA - NOVA INTEGRANTE DO ELENCO
Estou entrando agora e ainda tenho que memorizar marcações e texto, mas com a generosidade deste grupo e o carinho da platéia, esta tarefa vem de forma divertida e natural.
Quando me deparei pela primeira vez com as crianças, como personagem, senti algo difícil de descrever. Elas simplesmente entraram no mundo lúdico, perguntaram até pra que time eu (o personagem) torcia. E o carinho é o melhor de tudo, elas vêm nos abraçar e beijar como se nos conhecessemos há tempos, com tamanha verdade e pureza que surpreende e desarma qualquer adulto endurecido pelo mundo real. Para essas crianças não há barreiras para mostrar sentimentos, curiosidades e quem realmente são.
Agradeço a todos que me deram a oportunidade de viver isso e trocar experiências com essas crianças maravilhosas"
TEXTO DE MARCELA VELASQUES - INTEGRANTE DO GRUPO.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Apresentação na EMEF Péricles - 15/09/2009

Apresentamos para 135 crianças de primeiras e segundas séries. A energia estava intensa, os personagens interagiram com a platéia antes do espetáculo começar e de cara já sentimos o carinho e animação das crianças.
A cada apresentação descobrimos algum elemento que auxilia a formação da identidade do grupo. Desta vez, para mim, que sempre assisto a peça "de fora", a grande descoberta foi que alcançamos uma maturidade; temos 3 adaptações do espetáculo para diferentes faixas etárias. Eu achava que o nome era "adaptação", mas descobri que esse nome não é o mais apropriado. Temos então uma "pesquisa" aprofundada na linguagem teatral, criamos a linguagem de acordo com a necessidade de cada faixa etária. Nossa pesquisa consiste na sobreposição de TEXTO + ATORES + PLATÉIA. A partir destes 3 elementos é que baseamos nosso espetáculo da vez. Essa sobreposição só é possível hoje em dia pois aprofundamos nossa relação com o RISCO, com a coisa viva que nasce em cena, no momento único em que o espetáculo é apresentado. Vivemos na corda bamba.
Tivemos a estréia de 2 atrizes no espetáculo, que já faziam parte do grupo e deste projeto como arte-educadoras, porém agora estão conosco no elenco do espetáculo e é claro que isso só tem a nos acrescentar: Marcela Velasques, arte-educadora do CCCA Parceiro e Verônica Gentilin, arte-educadora do CCCA 120.
Após a apresentação, os professores utilizaram o espetáculo como tema da aula. Foi emocionante ver os desenhos que eles fizeram baseados na peça e como a história repercutiu em cada um.
E é claro, não podemos deixar de falar do lindo café da manhã que foi preparado para o grupo com todo o carinho e capricho! uma delícia!
Até a semana que vem!
Texto de Tatiana Rehder, diretora do grupo e de Marília Miyazawa.


sábado, 12 de setembro de 2009
AGENDA DO GRUPO EM HELIÓPOLIS
Temos diversas apresentações marcadas, tanto do espetáculo "A FESTA", quanto da versão para crianças de até sete anos, "A FESTINHA". Além disso, nosso grupo irá ministrar para professores de educação infantil uma oficina de capacitação, com foco em jogos teatrais para os pequeninos.
SEGUE NOSSA AGENDA ATUALIZADA:
DIA 19/09 - OFICINA DE CAPACITAÇÃO: "ENSINANDO A BRINCAR DE TEATRO"
DIA 22/09 - ESPETÁCULO " A FESTINHA" - CRECHE DA RUA DA MINA
DIA 29/09 - ESPETÁCULO " A FESTA" - EMEF PÉRICLES EUGÊNIO DA SILVA RAMOS (PARA TERCEIRAS E QUARTAS SÉRIES )
DIA 06/10 - ESPETÁCULO " A FESTA" - EMEF PÉRICLES EUGÊNIO DA SILVA RAMOS (PARA OITAVAS SÉRIES)
DIA 12/10 - EVENTO PARA O DIA DAS CRIANÇAS EM HELIÓPOLIS (ainda não confirmado)
DIA 13/10 - ESPETÁCULO " A FESTINHA" - EMEI JOAQUIM ANTÔNIO DA ROCHA
(PARA 04 E 05 ANOS )
DIA 20/10 - ESPETÁCULO " A FESTINHA" - EMEI JOAQUIM ANTÔNIO DA ROCHA
(PARA 05 E 06 ANOS )
Até mais!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
PRONUNCIAMENTO DO GRUPO SOBRE CONFLITOS EM HELIÓPOLIS
Não estamos aqui para darmos nossa opinião sobre a polícia, sobre a mídia, sobre a violência, sobre as diferenças sociais que deixam enormes buracos em nossa sociedade. Somente o que podemos dizer é que somos totalmente contra a violência de qualquer espécie.
Podemos sim opinar sobre nossa vivência e convivência com Heliópolis.
Um bairro tranquilo, com pessoas trabalhadoras e honestas, que lutam pela paz na comunidade e por uma vida digna em meio a tantos percalços. Não é a toa que a última caminhada pela paz tomou todas as ruas do local. Inúmeros trabalhos são feitos para que as crianças de Heliópolis tenham educação e condições de futuro. Trabalhos DA comunidade PARA a comunidade.
É isso que testemunhamos e vivenciamos. A nossa visão, que pode não ser a mais abrangente, pois temos a sorte de conviver com tais pessoas trabalhadoras e honestas, é a visão de quem enxerga na comunidade uma enorme vontade de viver no caminho da paz e seguir em frente perante uma vida difícil.
Como disse Raquel Rolnik, em matéria para um jornal de São Paulo, é preciso desvincular a pobreza da criminalidade. A maioria das pessoas que moram em favelas não estão ligadas ao crime.
Também estamos aqui para relatarmos como os fatos ocorridos repercutem em nossas queridas crianças.
Fomos ministrar as oficinas um dia após a morte da adolescente Ana Cristina de Macedo, 17, atingida por uma bala perdida. O clima estava tenso, as atividades dos Centros para Crianças e adolescentes modificadas, com polícias e redes de TV tomando conta das ruas.
Nessa atmosfera tensa, sentimos as crianças tensas também. Foi difícil cumprir o cronograma de aulas e difícil conseguir a concentração dos alunos. Estavam tensos, desconcentrados, tristes, irritados, bagunçados.
Durante a aula, numa história criada por eles, (onde o imaginário poderia ir para o belo mundo da fantasia), pipocavam armas e tiros, citações à Fundação Casa, ao conselho Tutelar, à violência, morte. A realidade chocante é tão cotidiana que a imaginação vai diretamente para a crueza da violência. Crianças que deveriam sonhar com fadas e castelos, constroem histórias pautadas nessa realidade em que vivem. É de cortar o coração.
Entre inúmeros motivos, a razão dessa parceria com Heliópolis. Criar através da arte possibilidades de formação de seres humanos dispostos a modificar a realidade em que vivem.
Educar para transformar, educar para dar ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa, digna e humana.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
PEQUENO PROTESTO
Estamos fazendo nosso trabalho em Heliópolis há sete meses. Nesse tempo, mais de 2.200 pessoas já assistiram ao espetáculo e quase 100 crianças são contempladas com as oficinas.
Fazemos nosso trabalho com imenso AMOR, amor à arte e amor à Heliópolis.
Tudo sem verba. Nenhuma verba. Nem para a construção do espetáculo, nem para alimentação, transporte, cachê dos atores e arte-educadores...
Não vamos deixar de fazer nosso trabalho nunca. mesmo que nunca consigamos verba.
Porém... é um TRABALHO.
Quantos Editais federais, estaduais, municipais já tivemos RECUSADOS!!! Perdemos a conta.
Quando é que o poder público vai valorizar o nosso trabalho? O grupo já tem uma história de três anos, sempre pautada na arte como agente de transformação social.
Vamos continuar mandando todos os editais, esperando sempre que um dia nosso trabalho seja reconhecido, ainda que considerados "um grupo muito jovem". Esperamos conseguir auxílio para nos transformarmos num "grupo experiente".
Se o tempo de existência de um grupo é o que importa, e não o trabalho solidificado que este grupo realiza, então que sejam criados editais para grupos novos, ao invés de termos que concorrer com grupos mais antigos, que são igualmente merecedores. ASSIM COMO NÓS MERECEMOS!!!!
As políticas públicas culturais precisam mudar! Ou alguns grupos podem morrer por falta de condições para... existir.
Esse protesto é em nome de todos os grupos que, como nós, lutam para sobreviver num País onde a cultura é totalmente desvalorizada pelo governo.
E VOLTAMOS À HELIÓPOLIS!!!!
São tantas as palavras, mas nenhuma que consiga expressar a exata alegria de retomarmos nossas atividades em Heliópolis.
Depois de longas férias, maiores do que o normal devido à gripe suína, enfim recomeçamos.
Hoje retomamos as oficinas. Foi emocionante rever nossas crianças, matar as saudades, brincar de fazer teatro, saber como elas passaram nesse tempo que ficamos longe.
Se todos pudessem dividir um pouco de seu conhecimento técnico com os lugares que precisam, lugares que precisam de tudo, na verdade... O Brasil seria muito diferente.
Temos a sensação de que fazemos um trabalho de formiguinha, levando grãozinho por grãozinho do que conhecemos à Heliópolis... Mas muitas formiguinhas fazem uma enorme diferença!
Educação é a base do ser humano!!
Como somos felizes em trabalharmos com teatro!!! Como somos felizes em podermos levar o teatro para essas crianças, trocar e aprender com eles... experiências de arte e de vida!
Sim!!! Falamos com a boca cheia “SOMOS ATRIZES, DIRETORAS, ARTE EDUCADORAS E ACREDITAMOS QUE O TEATRO PODE ACRESCENTAR MUITO NA VIDA E NA EDUCAÇÃO DESSAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES”
Sem essa fé não há como continuarmos nosso trabalho...
Dia 15 de setembro retomamos nossas atividades com o Espetáculo. Já temos 4 apresentações agendadas, apara crianças de 05 a 14 anos de idade. Não vemos a hora!!!! Ainda mais que agora temos duas novas integrantes no elenco, que vieram para somar alegria, conhecimento e amor à arte e à Heliópolis...
logo mais voltamos com as novidades das apresentações.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
RECESSO ESTENDIDO
Dia 18 de agosto voltamos com as oficinas. No início de setembro retornamos com as apresentações do espetáculo...
Com muitas saudades da nossa platéia querida!
terça-feira, 14 de julho de 2009
ESTAMOS EM RECESSO
Voltamos com força total em agosto, para darmos continuidade às apresentações do espetáculo e às oficinas de teatro.
Em breve, mais relatos da nossa jornada!
até mais!!!!!!!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
APRESENTAÇÃO PARA ALUNOS DAS OFICINAS DE TEATRO E CENTRO DA JUVENTUDE – 16 de junho de 2009
Nesta última terça feira, dia 16 de junho, fizemos uma apresentação para os nossos alunos das oficinas de teatro.
Desde que começamos nosso trabalho em Heliópolis, apresentamos a peça sempre no período da manhã. No período da tarde ministramos as oficinas de teatro nos CCCAS e Escola Campos Salles.
Sendo assim, todos alunos das escolas, CEUS e CCCAS que estudam no período da manhã estão tendo a oportunidade de assistir a peça, já os alunos do período da tarde dos cinco CCCAS e da Escola Campos Salles estão tendo a oportunidade das Oficinas de Teatro.
Temos a difícil realidade que é: "Quem tem peça não tem oficina e vice-versa” Isso para nós é super frustrante, mas foi o meio que o Grupo conseguiu conciliar as duas coisas sem verba alguma. Conseguimos levar as duas coisas para Heliópolis dessa forma.
Nunca tocamos nesse assunto aqui no blog mas acho realmente o momento oportuno.
SIM!!! NÃO TEMOS VERBA ALGUMA!!!NADA!!!APRESENTAMOS A PEÇA ATÉ HOJE PARA MAIS DE 2200 PESSOAS. ATENDEMOS COM AS OFICINAS UM TOTAL DE 126 CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM 05 CCCAS E NA ESCOLA CAMPOS SALLES.
Por isso nos organizamos para apresentarmos a peça para os alunos das oficinas de teatro. Nossos queridos alunos estavam ávidos para assistirem uma peça de teatro, para verem seus professores em cena.
Tivemos que fazer uma espécie de "carreata", onde eu e uma das arte educadoras, Verônica, fomos buscar os alunos do CCCA IMPERADOR. Fomos com dois carros e fizemos duas viagens. O CCCA IMPERADOR é muito distante de onde nos apresentamos. Foi muito divertido levar as crianças, uma emoção muito grande ver a alegria que elas estavam. Os outros CCCAS foram a pé, emocionante também ver os alunos em blocos andando pela rua, felizes, pois iam ao teatro.
A peça para mim foi fantástica!!!Meu termômetro é a interação da platéia, quando eles “pegam fogo” sei que estão vibrando. A grande chave da peça é a interatividade!!! Acho que o grande mérito do texto e dos atores é “jogar com a platéia”. As vezes a interação era tão grande que quem assiste deve achar que estamos loucos, mas para quem entra no jogo é uma loucura deliciosa.
Não estamos falando que é fácil, as vezes não é!!! Nossa intenção é jamais controlar a nossa platéia!!! Queremos que eles vibrem com a peça!!!
As crianças adoraram ver seus professores em cena e na semana que vem cada professor vai conversar com a sua turma sobre a experiência.
Para nós foi uma grande experiência, apresentar a peça para platéia querida e conhecida, mostar para eles o que é o teatro na prática, poder dar um gostinho do que eles mesmos farão no final das oficinas de 2009.
TEXTO DE TATIANA REHDER, DIRETORA DO ESPETÁCULO





sábado, 13 de junho de 2009
APRESENTAÇÃO DE 09 DE JUNHO DE 2009 - CRECA (CENTRO DE REFERÊNCIA DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE)
O Centro de Referência da criança e Adolescente (CRECA) é uma instituição para as crianças e adolescentes em casos de abandono, situação de rua, vítimas de violência, de exploração do trabalho infantil e envolvidos em conflitos familiares. Atende 24 horas, providenciando encaminhamentos, de acordo com a situação diagnosticada em cada caso. O período de permanência no local é de até dois meses, podendo ser prorrogado.
Foi realmente emocionante ver a realidade daquelas pessoas, mas mais emocionate ainda foi poder colocar sorrisos naqueles rostos, poder de alguma forma mudar o dia deles, transformar a rotina dura, nem que seja por apenas algumas horas.
Fomos muito bem recebidos, fizemos uma das melhores apresentações da temporada, onde o palco, reduzido pela falta de espaço, estava extremamente perto da platéia, o que nos proporcionou contato e interação intensos.
Saímos de lá com um misto de alegria e tristeza, com a vontade latente de voltarmos mais vezes e podermos levar mais alegria, amor e arte.
Quanto carinho pudemos dar e receber! Que troca maravilhosa! O que nosso projeto nos proporciona é um bálsamo para nossas almas... a troca de energia é intensa, as emoções também.






quinta-feira, 11 de junho de 2009
PRIMEIRO CORTEJO E APRESENTAÇÃO PARA A COMUNIDADE - 07 DE JUNHO DE 2009
"Vinde todos, moços e velhos
Vinde todos apreciar
Como isso é bom
Como isso é belo
Como isso é bom
é bom demais..."











terça-feira, 9 de junho de 2009
11ª CAMINHADA DA PAZ - 04 DE JUNHO DE 2009
Histórico: Com uma população de aproximadamente 125 mil habitantes, a favela de Heliópolis, na zona Sul de São Paulo, tem uma integração entre escola e comunidade, que contribui para diminuir a violência e transformar Heliópolis em uma comunidade de paz. “Em 1999, uma das alunas da EMEF Presidente Campos Salles foi morta com cinco tiros logo depois de sair da escola. Descrita como alegre e sociável, Leonarda estava envolvida com o tráfico de drogas. Ao ver o corpo da aluna no IML, Braz Nogueira, diretor da escola se sentiu omisso. Com integrantes da escola e líderes comunitários como João Miranda, decidiram organizar uma caminhada pela paz na região. Entre as escolas da região, apenas duas decidiram participar, mas uma desistiu na véspera. Mesmo assim, cerca de 2.000 pessoas foram ao evento, que atravessou a favela e marcou a história —nascia a "Caminhada Pela Paz". As principais ruas de Heliópolis serão percorridas, contando com a participação de várias escolas da região, lideranças comunitárias, moradores, UNAS, que participam do Movimento Sol da Paz, protestando contra todas as formas de violência (doméstica, sexual, social, etc.), disseminando a cultura da paz. (texto retirado do site da UNAS)
Foi extremamente emocionante poder participar e testemunhar a luta de Heliópolis pela paz. A caminhada foi maravilhosa, extremamente alegre, pacífica e contou com a presença de diversos movimentos da comunidade e também com a presença de Gilberto Kassab e do secretário da Educação.
Para nós, do Grupo Simples, é um orgulho estar inserido nessa luta juntamente com a comunidade.



NOSSA DIRETORA FALANDO SOBRE NOSSO PROJETO, CONVIDADA PELO BRAZ, UM DOS IDEALIZADORES DA CAMINHADA E LÍDER COMUNITÁRIO

quarta-feira, 3 de junho de 2009
APRESENTAÇÃO ABERTA AO PÚBLICO - 07 DE JUNHO
ATENÇÃO!!!!!!!
FAREMOS UMA APRESENTAÇÃO ABERTA AO PÚBLICO DIA 07 DE JUNHO DE 2009, DOMINGO, ÀS 11:00.
ESTÃO TODOS CONVIDADOS! A PEÇA É PARA TODAS AS IDADES!
AS 09:00 ACONTECERÁ UM CORTEJO DE CHAMAMENTO PARA CONVIDAR A COMUNIDADE À ASSISTIR AO ESPETÁCULO. SERÁ MUITO ANIMADO, COM MÚSICA, CARRO DE SOM... QUEM QUISER ASSISTIR E PARTICIPAR DO CORTEJO, SERÁ MUITO BEM VINDO.
A APRESENTAÇÃO SERÁ NA QUADRA DA UNAS, LOCALIZADA À RUA DA MINA, EM HELIÓPOLIS.
COMO CHEGAR (ROTA BEM EXPLICADA, PASSO A PASSO)
- PEGAR A AVENIDA DOS BANDEIRANTES SENTIDO IMIGRANTES/ANCHIETA
- PASSAR PELO TÚNEL MARIA MALUF
- SIGA RETO (REFERÊNCIA QUE ESTARÁ CHEGANDO PERTO: MOTEL DELIRIUM À SUA DIREITA)
- SIGA RETO ATÉ UMA PASSARELA AMARELA, PASSE POR BAIXO
- LOGO EM SEGUIDA, ENTRAR A DIREITA NA SEGUNDA PLACA "SÃO CAETANO/SILVA BUENO" (UMA CURVA)
- PASSAR POR BAIXO DE UM TUNELZINHO
- SEGUIR A PLACA "DESVIO" E DEPOIS PLACAS "ESTRADA DAS LÁGRIMAS - DESVIO"
- ENTRAR A ESQUERDA NA RUA VISCONDE DE MAGÉ
- ENTRAR A DIREITA NA ESTRADA DAS LÁGRIMAS
- SIGA RETO NA ESTRADA DAS LÁGRIMAS, NA ALTURA DO Nº 2119 VIRE A ESQUERDA NA RUA DA MINA. (haverá uma placa escrito gleba K - E UM BAR CHAMADO PORCINAS)
- SIGA RETO ATÉ CHEGAR À QUADRA DA UNAS, QUE ESTARÁ À SUA DIREITA.
A FESTINHA - ADAPTAÇÃO DO ESPETÁCULO PARA CRIANÇAS DE 2 E 3 ANOS - DIA 02 DE JUNHO DE 2009 NO CEU MENINOS
Ontem aconteceu a primeira apresentação do espetáculo "A Festinha", uma adaptação do nosso espetáculo "A Festa" para 125 crianças de 2 e 3 anos, no teatro do CEU MENINOS.
Sabíamos que a platéia seria composta por crianças pequenas, portanto fizemos essa adaptação cortando cenas, deixando as falas dos personagens mais simples e adicionando adereços lúdicos.
Nós sabíamos na teoria, pois quando as portas do teatro se abriram, levamos um susto: MINI-CRIANCINHAS de 2 e 3 anos, com olhinhos arregalados e um pouco assustadas. Elas quase não cabiam na poltrona do teatro de tão miúdas que eram!
Para nós foi uma experiência inesquecível. Tentar comunicar uma história para crianças não alfabetizadas, que pouco se comunicam através da fala. Fizemos uma boa "preparação", deixando as crianças em contato com os personagens um bom tempo antes do espetáculo começar, divertindo-as com bolhinhas de sabão e palhaçadas dos personagens mais engraçados.
Antes de começar, um choro assustado. Aí quem ficou assustado fomos nós, os atores, com medo de assustar as crianças ao invés de diverti-las... Mas tivemos uma surpresa muito gratificante: os olhinhos ficaram vidrados no palco o tempo todo, houve até interação!!! Eu por exemplo, faço um personagem que odeia crianças e quando disse isso para eles durante a peça, ouvi um : "Sua feia!", além de outras interações surpreendentes.
Ficamos muito felizes de saber que "A Festinha" encheu os olhos dos pequenos e cada vez temos mais provas de que nossa peça consegue comunicar à todas as idades, umas mais e outras menos, mas sempre mantendo nosso objetivo que é o da interação e troca com a platéia.
A partir disso, temos pré-agendado a apresentação do espetáculo "A Festinha" em algumas creches de Heliópolis...
texto de Marília Miyazawa


FESTIVAL DA PAZ EM HELIÓPOLIS
O "Festival da Paz" contou com apresentações de dança, musicais, exposições e espetáculos teatrais. Foi aí que entrou o Grupo Simples de Teatro. As arte-educadoras Tatiana Rehder e Andréa Serrano orientaram a encenação de um espetáculo curto, feito por seus alunos da oficina de teatro da escola Campos Salles.
A apresentação foi muito especial, pois, a pedido dos alunos, retratava a morte da estudante Leonarda, 14 anos, por seu namorado, na frente da escola Campos Salles (em 1999), ato que culminou na criação da Caminhada da Paz, uma atitude contra a violência.
Os alunos estavam muito felizes de estarem no palco e emocionados por fazer a homenagem.



terça-feira, 2 de junho de 2009
OFICINA CCCA LAGOA - ARTE EDUCADORA: ISADORA PETRIN
"Tem sido realmente um prazer trabalhar com essas crianças. É muito bonito enxergar neles a disponibilidade e vontade de fazer teatro. Cada terça feira sou recebida com beijos, abraços e ebas: "Vai ter teatro hoje, tia?" E eu, com prazer, respondo que sim e vejo a carinha deles se iluminando...
Temos tido problemas também, é claro. As vezes é difícil... Mas a vontade de crescer e de se superar é muito grande e muito intensa.
Cada dia algum deles me surpreende com alguma palavra, algum gesto, algo que me faz cada vez mais acreditar nesse trabalho que estamos fazendo com essas crianças. Com nosso trabalho em Heliópolis.
Realmente é um privilégio poder estar aqui..."
Texto de Isadora Petrin


quarta-feira, 27 de maio de 2009
BALANÇO GERAL - 02 MESES DE TEMPORADA
- 22 DE MARÇO DE 2009 - ENSAIO QUADRA DA UNAS: 45 espectadores
TOTAL - 1630 PESSOAS ASSISTIRAM AO ESPETÁCULO EM 02 MESES DE TEMPORADA.
APRESENTAÇÃO DE 26 DE MAIO DE 2009 - CEU BRISTOL
Nos apresentamos para 115 crianças, das 5ªs séries do CEU BRISTOL. Foi maravilhoso! A platéia estava com muita energia e nós também. Foi uma das apresentações que mais houve interação.
Em um momento do espetáculo, o personagem Blacaman precisa encontrar um presente para a Princesa. E foi nesse momento que houve uma interação genial: a platéia começou a dar idéias e entregar seus pertences para Blacaman dar de presente para a Princesa, tiraram seus tênis, relógios, brinquedos, cadernos, canetas...
É muito bom ver como a platéia mergulha no espetáculo e compra a idéia da história! É uma delícia para nós, atores, ter perguntas respondidas, reações verdadeiras, risos, vaias...
Hoje escutei de uma atriz, Déa Serrano, que agora fica impossível não buscar na platéia a energia da peça. Eles são nossos cúmplices, fazem parte do espetáculo, sem eles a peça seria sem graça. Não há a chamada "Quarta parede" (onde os atores não consideram a platéia como participantes, somente como espectadores, não há troca). Pelo contrário: nessa peça não há parede nenhuma!!!!
As crianças queriam tanto participar que saíram de suas cadeiras para sentar no chão, mais próximos de nós... Vocês não sabem como essa sensação é maravilhosa.
Presentes da platéia: Tênis, cadernos, canetas...





terça-feira, 26 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
APRESENTAÇÃO DE 19 DE MAIO 2009 NO CEU MENINOS - RELATO DE UMA DIRETORA EMOCIONADA




Essa foi nossa primeira apresentação em um teatro, com palco Italiano (onde a platéia fica de frente para o palco, distanciada). Desde que marcamos essa apresentação, confesso que estava receosa, pois teríamos que fazer ensaio com luz, marcação de palco, enfim... Toda a rotina que nós nunca tivemos nessa peça e que não escolhemos para essa trajetória (pois nosso espetáculo sempre é apresentado em espaços não-convencionais, como salas de aula, refeitórios, quadras de esporte etc).
Há semanas atrás, quando fui ao CEU MENINOS e descobri que lá nossa apresentação seria num teatro convencional, tentei imediatamente convencer a coordenadora de que poderíamos “inovar”, apresentando na quadra ou “inovar mais ainda”, apresentando ao ar livre perto da piscina ou “não inovar” e apresentar num salão. Mas de nada adiantou, a coordenadora insistiu que a peça deveria ser no teatro.
Voltando para casa no mesmo dia, percebi que era pura insegurança minha, já que a pesquisa do grupo é levar a nossa peça aonde o público está e não onde queremos que ele esteja para o nosso conforto.
Até que chegou o dia da apresentação. Já havíamos feito um ensaio no palco e fizemos mudanças de marcações. Então juntei os atores uns 5 minutos antes das portas abrirem para platéia e pedi para que eles tentassem não “fechar” a peça, já que estariam em cima do palco com certa distância das crianças.
As portas se abriram e as crianças começaram a entrar... Os atores estavam na platéia, recebendo as crianças... A interação começou naquele momento, e que interação!
A peça começou. No primeiro minuto as crianças já começaram a interagir, e eu, lá do fundo da platéia, chorei e me emocionei, não pelas crianças, mas sim por nós, que estamos ali, acreditando no nosso potencial artístico e que mesmo em cima do palco não perdemos o rumo da nossa pesquisa. Chorei pela entrega dos atores, chorei pela troca, chorei por ter escolhido essa profissão tão tarde na minha vida e que não me arrependo nem um minuto sequer e agora choro escrevendo para o blog, pois mesmo na frente do computador consigo reviver todos os momentos dessa troca com o público.
Assusto-me todos os dias com o rumo que nosso grupo e nossa pesquisa estão tomando, um susto bom, de algo que sempre esperamos e que agora chega com tanta força.
Neste dia tivemos 375 crianças de
Lembrei de um encontro com o autor Luiz Alberto de Abreu, em que ele disse que o palco italiano nunca distanciou a platéia, mas sim que nós mesmos é que montamos as nossas peças sem lembrar que a platéia faz parte do jogo teatral. Primeiramente ouvi essa citação com desconfiança... Mas nesse dia 16/05 no CEU MENINOS comprovei que isso é a mais pura verdade. Para nós o palco teve efeito contrário, nunca tivemos as crianças tão vivas!!!
E nós, é claro, tão vivos quanto elas!
Texto de Tatiana Rehder, diretora do espetáculo
terça-feira, 19 de maio de 2009
AS ARTE-EDUCADORAS
Nem preciso dizer que a bagunça é geral: imagine 08 mulheres juntas, falando loucamente sobre suas experiências com as aulas, sobre os alunos, sobre educação, sobre as dores e as delícias de ensinar teatro para essas queridas crianças de Heliópolis.
É engraçado como todo dia uma nova atmosfera se instala nesses encontros/reuniões. Cada dia é uma que sai frustrada ou alegre ou orgulhosa. Cada dia uma tem uma história melhor que a outra para contar sobre os comentários e reações dos alunos. Mas todas têm uma sensação em comum: a visível melhora das crianças a cada aula dada. Cada dia saímos de Heliópolis com a certeza que a arte é realmente capaz de transformar vidas, conceitos e atitudes. As dos alunos e as nossas. É uma troca, uma via de mão dupla.
Há muito trabalho a ser feito, afinal, estamos apenas começando. Estamos trilhando um caminho, tortuoso, prazeroso e compensador.
terça-feira, 12 de maio de 2009
OFICINA CCCA IMPERADOR - RELATO DE UMA PROFESSORA ORGULHOSA
Começamos falando desse almoço: Cozinha limpíssima, pratos deliciosos e balanceados (sempre legumes, saladas, arroz, feijão, uma carne, suco natural e frutas) e funcionárias muito atenciosas!!!
Agora falando da sala de aula: uma sala enorme, espaçosa e limpa, perfeita para crianças deitarem, rolarem e correrem...
Agora vem o principal: falemos das crianças, dos alunos: Uma turma composta por 12 crianças de 08 a 11 anos, super inteligentes, espertas, educadas e carinhosas. Loucas para fazer teatro. Chegam na sala de aula com um sorriso enorme e muitos abraços e animação. Fazem tudo que é proposto com alegria, estão super avançados nos conceitos de teatro, são rápidos, tem capacidade de abstração, de improvisação, de cena, personagem... Enfim: um deleite para essa professora orgulhosa e coruja! Tenho até uma super assistente, Mariele, uma garota de 14 anos que resolveu somente assistir às aulas. Mas desde o primeiro dia convidei-a para me ajudar e ela agora dá aulas junto comigo. Estou tentando convencê-la a fazer teatro numa turma para a idade dela e continuar me ajudando. Quem sabe não estamos diante de uma futura arte-educadora?
A aula, que passa num piscar de olhos, é finalizada com troca de palavras e sensações sobre o que foi dado. Algumas frases marcantes:
"Hoje aprendemos a usar nossa criatividade"
"Teatro é maravilhoso"
"Estamos aprendendo coisas novas todos os dias"
Estou errada de ter tanto orgulho????
APRESENTAÇÃO DE 12 DE MAIO DE 2009 - CEU BRISTOL
A cada dia temos uma nova experiência de acordo com a platéia que nos assiste. A de hoje era um tanto dispersa e parecia não estar muito interessada em assistir ao espetáculo, mas aos poucos foram entrando na história e interagiram bastante com os atores e com a trama. Durante o espetáculo, alguns adolescentes foram conquistados e levados por nós a interagir e opinar. No final, dois deles vieram pedir para participar da peça. Resultado: daqui duas semanas, na nossa próxima apresentação neste CEU, eles farão uma participação especial na cena do baile do castelo. Um ganho enorme para nós! uma alegria por termos conquistado alguns corações!!!!
Escrevo esse relato para mostrar que nem tudo são flores, nem toda platéia estará sempre 100% receptiva, nunca seremos unanimidade, como toda arte nunca será. Mas é sempre MUITO gratificante ver a trajetória de reações da platéia, da vaia ao aplauso, do desrespeito ao respeito, do barulho ao silêncio, da cara amarrada ao sorriso, do silêncio à interação. Para nós, atores e diretora, é o que nos move, o que nos torna artistas vivos. Estamos aprendendo a lidar com nosso ego e agora, com a falta dele. Nada mais real do que uma platéia composta por pessoas que não estão lá somente para nos aplaudir, mas sim para dar sua opinião sincera. E é esse público que realmente interessa para nós. É o que nos torna artistas de verdade, não em busca de aprovação sempre, mas sim da reação verdadeira e orgânica que nosso espetáculo pode causar em quem quer que nos assista.


COMBINANDO O ENSAIO COM A DIRETORA E COM O COORDENADOR DO CEU



quinta-feira, 7 de maio de 2009
APRESENTAÇÃO DE 05 DE MAIO DE 2009 - CEU BRISTOL
PLATÉIA CEU BRISTOL
Apresentamos o espetáculo para as 5ªs e 6ªs séries (11 e 12 anos). Foi uma troca muito boa, o espaço de apresentações (refeitório do CEU BRISTOL) era muito grande e pudemos ampliar nosso "Palco" (três linóleos xadrez), aumentando também a troca de energia com toda a platéia.
Durante o espetáculo algumas pessoas que passavam pelo lado de fora do refeitório paravam e assistiam pela janela!!
Temos mais duas apresentações marcadas para esse CEU, que além de muito organizado, é muito bem estruturado, espaçoso e arejado...
Agradecemos à equipe do CEU BRISTOL por ter nos recebido tão bem... nos sentimos em casa!


quinta-feira, 30 de abril de 2009
AGENDA DE APRESENTAÇÕES
*AGENDA DE APRESENTAÇÕES ATÉ JUNHO DE 2009:
- dia 05/05/2009 : CEU BRISTOL
- dia 12/05/2009: CEU BRISTOL
- dia 19/05/2009: CEU MENINOS
- dia 26/05/2009: CÉU BRISTOL
- dia 02/06/2009: CEU MENINOS
- dia 09/06/2009: C.R.E.C.A (crianças e adolescentes saídos da Fundação Casa, antiga FEBEM)
- dia 16/06/2009: QUADRA DA UNAS, Rua da Mina
EQUIPE DE ARTE-EDUCADORES E LOCAIS ATENDIDOS - OFICINAS DE TEATRO
*Nossa equipe de Arte-educadores:
- Andréa Serrano
- Camila Arelaro
- Isadora Petrin
- Marcela Arce
- Marília Miyazawa
- Tatiana Rehder
- Tatjana Eivazian
- Verônica Gentilin
*Locais atendidos:
- CCCA Mina
- CCCA Imperador
- CCCA 120
- CCCA Lagoa
- CCCA Parceiro
- Escola Campos Salles
quarta-feira, 29 de abril de 2009
NOSSOS PARCEIROS E ANJOS DA GUARDA DE HELIÓPOLIS

TODOS OS DIAS ELES NOS ACOMPANHAM A TODOS OS LOCAIS DE APRESENTAÇÃO, NOS AJUDAM COM O CENÁRIO, FAZEM A INTRODUÇÃO DO GRUPO NO LOCAL...
OU SEJA, SEM ELES, NÃO SERÍAMOS NADA LÁ DENTRO!
MUITO OBRIGADA MESMO, PELO CARINHO, HOSPITALIDADE E APOIO DE VOCÊS!
VOCÊS FAZEM PARTE DO GRUPO SIMPLES DE TEATRO!
AS OFICINAS - ANDAMENTO
Os arte-educadores recebem um almoço delicioso nos próprios CCCA´s onde ministram as oficinas de teatro.
É muito compensador receber as crianças e adolescentes com sorrisos enormes e cheios de vontade de fazer arte!
É uma tarefa compensadora e uma responsabilidade imensa, tentar transformar através da arte. É isso que nos move.
ALGUMAS CURIOSIDADES DAS OFICINAS:
- No CCCA da Mina, as oficinas são ministradas pelas arte-educadoras Camila e Isadora. Ao final da oficina, pediram que as crianças escolhessem uma palavra que representasse aquela aula e alegria foi a escolhida!
- No CCCA Heliópolis, as oficinas são ministradas pelas arte-educadoras Marília e Andréa. A turma é tão criativa e esperta que já está numa fase considerada avançada para iniciantes em teatro.
- As coordenadoras dos CCCA´s já notaram a diferença que o teatro está fazendo no comportamento das crianças.
- Ao final de cada oficina, as arte-educadoras se encontram para trocar impressões sobre as aulas e sobre os alunos.
SEM DÚVIDA HELIÓPOLIS ESTÁ TRANSFORMANDO AS NOSSAS VIDAS!!!!
APRESENTAÇÃO DO DIA 28 DE ABRIL DE 2009 - CCCA SACOMÃ
Chegamos como de costume às 8 hs da manhã em Heliópolis, pegamos nosso cenário na rua da Mina e seguimos para o CCCA Sacomã, o mais afastado dos CCCA´s. Já éramos aguardados por volta de 30 pessoas, entre pais, crianças, professores e funcionários. Essa foi nossa primeira e maior platéia de adultos! Montamos o cenário sendo observados por eles, a sensação é muito boa, pois é como se realmente estivéssemos "plantando" o teatro no lugar...
A apresentação foi uma delícia... estávamos numa sala que dava para a rua e durante a apresentação, alguns jovens que passavam pela rua acompanhavam o espetáculo pela janela... Isso foi muito emocionante!
Fica cada vez mais difícil escrever porque a cada semana temos sensações muito raras, que nos transformam como grupo e como indivíduos. A cada dia que passa temos mais vontade de transformar aquele lugar através da arte e lutar com eles por condições de vida melhores.
No final da peça, o sorriso, os abraços, as lágrimas... Que alegria descobrir que os adultos gostaram e se envolveram com a peça!
Descobrimos também que aquele CCCA estava sendo inaugurado e ficamos muito felizes de participar desse dia importante para a comunidade. No final do espetáculo, um lindo café da manhã nos aguardava, comemos todos juntos, platéia e grupo. Uma delícia!



quinta-feira, 23 de abril de 2009
APOIO DA MÍDIA
ESTAMOS MUITO FELIZES DE CONTAR COM O APOIO DE DIVULGAÇÃO DE MÍDIAS TÃO IMPORTANTES COMO RÁDIO CBN E JORNAL DA TARDE.
GRAÇAS A ESSES VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO, CONSEGUIMOS AOS POUCOS DIVULGAR NOSSO TRABALHO EM HELIÓPOLIS, POIS O GRUPO NÃO POSSUI VERBA PARA ASSESSORIA DE IMPRENSA.
MUITO OBRIGADA PELO APOIO!
quinta-feira, 16 de abril de 2009
MATÉRIA COMPLETA DO JORNAL DA TARDE
ÍNTEGRA DA MATÉRIA DO JORNAL DA TARDE DE 15 DE ABRIL DE 2009
CADERNO VARIEDADES

REPORTAGEM DE GILBERTO AMENDOLA
O Jornal da Tarde foi acompanhar a apresentação do espetáculo "A Festa" na escola Municipal Campos Salles. A peça, que conta a história de um reino onde não é permitida a entrada de crianças, foi concebida para ser levada a cidades do interior maranhense - onde a população também não tem acesso à salas de teatro. “Mas a crise fez o projeto ser adiado. Então, resolvemos adaptá-la a um local que também sofria com a falta de programas culturais”, diz Tatiana.
Antes da apresentação, a tarefa parecia impossível. As crianças de 7ª e 8ª séries estavam cheias de energia e vontade de correr, gritar e brincar. Como ficariam sentadas, prestando atenção em uma peça de teatro? "O segredo para captar a atenção delas é ter uma linguagem dinâmica. Se você deixar a bola cair, perde o público. Por isso, a música é importante", diz o diretor musical, Fábio Freire. "Precisamos passar a energia de uma partida de futebol", completa o ator Humberto Deliberato.
O início do espetáculo foi, de fato, difícil. O burburinho das crianças encobria os diálogos. Mas, aos poucos, os atores e seus personagens criaram empatia com os meninos e as meninas. De repente, era comum ver alguns respondendo, espontaneamente, aos monólogos dos personagens. "As crianças conversam com a gente, respondem, dão dicas do que devemos fazer. Isso é bonito", diz a atriz Andréa Serrano.
Depois de uma hora, as crianças e os atores pareciam realizados. "É muito louco. É da hora. Quero assistir mais teatro", falou Denílson Jesus, de 13 anos. "Tudo foi legal. Já assisti a outras peças, mas esssa aqui foi a melhor", elogiou Camila dos Santos, de 12.
O Grupo Simples de Teatro vai continuar percorrendo escolas e espaços públicos de Heliópolis. Nas oficinas, os moradores da região aprenderão todos os passos de uma produção teatral. “Queremos que os moradores se integrem e participem com a gente”, afirma Tatiana. No ano que vem, sai o clássico de Tchekov. “Teremos a participação dos moradores”, completa. Quem quiser acompanhar o passo a passo do grupo pode acessar o blog www.gruposimples.blogspot.com.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
2º DIA DE APRESENTAÇÃO - CAMPOS SALLES


Ontem nos apresentamos novamente na escola Campos Salles, desta vez para 5ªs e 6ªs séries.
O refeitório estava lotado! Muita energia, muita participação ativa das crianças.
TIVEMOS UMA PARTICIPAÇÃO ESPECIAL NESSE DIA: DUAS LINDAS MENINAS DA COMUNIDADE CANTARAM O HINO PELA PAZ DE HELIÓPOLIS, AO FINAL DO ESPETÁCULO. CANTARAM LINDAMENTE! FOI EMOCIONANTE VER O SILÊNCIO DE RESPEITO DA PLATÉIA NO MOMENTO EM QUE ELAS CANTAVAM. PARA NÓS FOI MUITO IMPORTANTE TERMOS A COMUNIDADE DIRETAMENTE ENVOLVIDA NO ESPETÁCULO.


A cada dia um novo espetáculo é feito, pois depende da união de energia da platéia + energia dos atores.
É muito curioso ver as diferentes reações sobre a história da peça... algumas vezes alguns personagens são "eleitos" os mais queridos, ou os mais odiados... Num outro dia, os mais odiados se transformam em queridos e vice-versa. Os atores vivem numa deliciosa corda bamba, pois tudo depende da reação do público...
O carinho que temos recebido antes, durante e depois do espetáculo é imenso! É muito compensador receber abraços das crianças que nos assistiram, ver aqueles olhinhos brilhando e nos procurando no camarim (uma sala de aula separada especialmente para nós!).
A troca é intensa! E é isso que nos mobiliza! O público faz a peça! Sem o público o teatro não existe, e é por isso que damos tanta importância a eles...
ESTAMOS NO JORNAL DA TARDE!
É COM IMENSA ALEGRIA QUE INFORMAMOS QUE ESTAMOS NO JORNAL DA TARDE DE HOJE, DIA 15 DE ABRIL DE 2009.
SEGUE UM LINK DA MATÉRIA, QUE ESTÁ EM DIVERSOS SITES DA INTERNET (Estadão, IG, Yahoo, Abril, Agência Estado etc...)
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,grupo-leva-arte-teatral-aos-moradores-de-heliopolis-sp,355073,0.htm
quarta-feira, 8 de abril de 2009
INÍCIO DAS OFICINAS DE TEATRO EM HELIÓPOLIS - 07 de abril de 2009
Hoje começamos a ministrar as oficinas de teatro
- Atenderemos no total 120 crianças/adolescentes.
- As oficinas serão todas as terças das 13:00 às 14:30, ministradas
- O nosso objetivo é que possamos através da arte teatral contribuir para uma melhor formação escolar das crianças e adolescentes, além de instigar o pensamento criativo e crítico.
- As oficinas, iniciadas dia 07/04/2009 vão até o final de novembro de 2009 e terão como resultado um festival de teatro de 02 dias.
- Temos o desejo concreto de dar continuidade às oficinas em 2010.
A primeira oficina começou!!! E realmente esperávamos que fosse maravilhoso! Mas, como tudo que presenciamos e vivenciamos em Heliópolis, superou as nossas espectativas.
Foi muito divertido e encantador ver os olhinhos brilhando com a aula, com a interação que o teatro promove, ver a criatividade transbordando! Muita energia e alegria!
Cabe aqui dizer que está sendo oferecido um almoço para o grupo de arte-educadores e que esse é um momento muito gostoso, compartilhar com eles a rotina, conversar com as crianças e adolescentes.
Sabe qual é o assunto durante o almoço? Sobre teatro!!! E a iniciativa da conversa é deles!
O teatro está mais vivo do que nunca em Heliópolis, pois está a serviço da educação. Nosso objetivo não é formar atores mas sim estimulá-los a encontrarem dentro de si seres criadores e criativos, que agem, interagem, questionam e transformam o mundo à sua volta.
Isso é almejar muito? NÃO! NÃO É!
Diário de Bordo - espetáculo do dia 07 de abril 2009
COLÉGIO CAMPOS SALLES - APRESENTAÇÃO DE 07/04/2009



Chegamos ao Campo Salles para nosso terceiro espetáculo... teríamos como público alunos das 7ª e 8ª séries e seria a primeira vez que faríamos a peça para adolescentes. Já tínhamos combinado com a escola que arrumaríamos o cenário, faríamos o aquecimento e toda nossa preparação na presença dos alunos, já que o local da apresentação era o refeitório da escola. De cara, sentimos pela energia dos alunos que éramos bem-vindos e que todos queriam ajudar: uma roda se formou em volta de Fabio Freire, nosso maestro, com seus instrumentos ‘diferentões’ e encantadores; eles abriram uma clareira para a montagem de nosso espaço, as serventes nos ajudavam com detalhes de última hora, o pessoal da coordenação arrumou uma sala de apoio que logo se transformou em um camarim e tudo isso ao som de uma brincadeira musical que aqueceu os preparativos!
Tudo pronto! “Circo” armado! Atores a postos, platéia acomodada e... O espetáculo vai começar!!!
Logo na primeira cena platéia e atores estabelecem um jogo de energia alta, divertido, inteligente, respeitoso e honesto! Os personagens se deleitam com a cumplicidade e alegria da platéia e a platéia embarca com tudo na brincadeira... a peça é NOSSA!!! DOS ATORES E DA PLATÉIA!
Aquela manhã termina com os assobios e aplausos mais calorosos que já senti e ouvi na vida... o grupo se olha quase não podendo acreditar! Que euforia, que honra! Os alunos vão saindo, alguns repetindo falas da peça, outros correm para abraçar, outros só dão um sorriso, olhares se cruzam, mais sorrisos se abrem... e a mágica fica ali, no ar...
Desmontamos tudo e nos despedimos, felizes por hoje e já animados com a próxima terça, já que semana que vem o encontro é aqui de novo, mas com as 5ª e 6ª séries!!!
Emocionados, entendemos que a peça não tem mesmo idade e que ela é uma ou outra, dependendo da platéia que constrói conosco cada espetáculo!
E corremos, porque hoje à tarde começam as oficinas de teatro para os jovens nos CCAs de Heliópolis!!!
Texto de Camila Arelaro, atriz
terça-feira, 31 de março de 2009
APRESENTAÇÃO DO DIA 31/03/2009 - CCCA HELIÓPOLIS
Segundo dia de espetáculo. Todo o Elenco e direção reunidos em frente à quadra da UNAS, local da estréia, para fazer o transporte do cenário para o CCCA Heliópolis, local da apresentação do dia. Apenas uma hora para arrumar a sala onde seria feita a peça, colocar figurinos, arrumar o cenário, fazer maquiagem, aquecer corpo e voz... e num piscar de olhos sentimos a energia, os corações pulsando e olhos ávidos de 65 crianças e adolescentes. O elenco, numa eterna sensação de corda bamba, sente-se VIVO. Vivo pois aquele momento de total interação é único, independe de roteiro e texto e conta apenas com a energia e troca do momento para acontecer.
Erros e acertos! O encontro é tão vivo e próximo que podemos sentir instantaneamente o que a platéia sentiu e pensou em cada cena, em cada pensamento da peça, em cada ação dos personagens.
Para nós, atores, não há nada mais prazeroso e amedrontador do que o encontro com a platéia. Olhares, palavras ditas, risadas, vaias, idéias: É a platéia que faz um novo espetáculo a cada dia. Nós embarcamos para onde quiserem nos levar. É uma mistura de medo, alegria. É saltar no desconhecido. O que aquece nossos corações é saber que saltamos mesmo e que lá embaixo, aliás, ao nosso lado, junto conosco, está a platéia para nos acolher.


sexta-feira, 27 de março de 2009
O DIA DA ESTRÉIA NAS PALAVRAS DA DIRETORA
Estreamos em Heliópolis! E mais do que nunca eu pude comprovar como a palavra estréia pode ter dois ou mais significados, ainda não sei bem ao certo quantos.
Esse dia era esperado por nós há 01 ano, sim, há exatos 12 meses começamos todo o processo de construção do espetáculo. Eu, atores e o pessoal de Heliópolis estávamos ansiosos por esse dia.
Tentei ao longo do processo abrir alguns ensaios, pois o objetivo do grupo era que a peça tivesse uma abertura onde a platéia pudesse “vivenciar” a experiência e não ficar apenas como espectador, mas.... Só conseguimos abrir um ensaio geral lá em Heliópolis onde tivemos 45 pessoas na platéia e foi maravilhoso.
Porém eis que chega o dia da estréia e agora faço um quadro estatístico para melhor entendimento:
165 crianças + 45 adultos = 210 espectadores
09 atores + 01 músico + 01 diretora = 11 artistas
Total = 221 pessoas ávidas e enlouquecidas pela estréia.
Em todos os ensaios eu sempre dizia aos atores que a peça tinha que seguir “bombando” a platéia acerca do tema central da peça, a festa da Infanta. Eu queria que atores e platéia estivessem em total sintonia, com a mesma energia.
Eu também sempre dizia brincando que, se alguma criança colocasse sua opinião para os atores durante a peça, por vontade própria, eu iria pular de alegria pois o nosso objetivo teria sido alcançado.
CONCLUSÃO: AS 165 CRIANÇAS PARTICIPARAM “VIVAMENTE” E ”BOMBARAM” JUNTO COM A ENERGIA DOS ATORES DURANTE A PEÇA INTEIRA.
Vocês que estão lendo devem estar falando: ótimo!!! Alcançaram o objetivo!!!
Gente.... E para sabermos lidar com toda essa energia? E para não fazermos a peça durar 07 horas devido a tanta interação?
Por isso acho que a palavra estréia significa apenas o final do ciclo de ensaios. Estréia de verdade eu desconfio que seja.... Sei lá quando!!!É muita coisa para aprender!!!
Aqui transformo nossa trajetória em Heliópolis em uma novela, aguardem os próximos capítulos, pois garanto que muita coisa maravilhosa ainda vai acontecer.
Tatiana Rehder, diretora do espetáculo.
COMO CHEGAR - CAMINHO PARA HELIÓPOLIS
NOSSA PEÇA ESTÁ EM CARTAZ POR ENQUANTO ÀS TERÇAS-FEIRAS, PELA MANHÃ, POIS É DESTINADA ÀS CRIANÇAS DOS NÚCLEOS E ESCOLAS DE HELIÓPOLIS.
PORÉM... ELA É TOTALMENTE ABERTA AO PÚBLICO INTERESSADO, E O QUE É MELHOR, DE GRAÇA!!!!! QUEM QUISER ASSISTIR É SÓ MANDAR UM E-MAIL ANTES PARA SABER O EXATO LOCAL QUE ESTAREMOS, SEMPRE DENTRO DA COMUNIDADE.
(E-MAIL PARA CONTATO: mariliamrocha@yahoo.com.br)
FAREMOS APRESENTAÇÕES TAMBÉM AOS DOMINGOS, QUANDO FOR O MOMENTO AVISAMOS AQUI PELO BLOG.
SEGUE ABAIXO O CAMINHO PARA CHEGAR À HELIÓPOLIS. AO CONTRÁRIO DO QUE MUITOS PENSAM, NÃO É LONGE NÃO!!!
ESSE É O CAMINHO BÁSICO PARA CHEGAR À COMUNIDADE. TODAS AS TERÇAS-FEIRAS E ALGUNS DOMINGOS ESTAREMOS EM ALGUM LOCAL QUE SERÁ NA RUA TRANSVERSAL OU PARALELA À ESTRADA DAS LÁGRIMAS.
ESPERAMOS VOCÊS!!!!!!!!
quinta-feira, 26 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
ESTRÉIA ESPETÁCULO " A FESTA" DIA 24 DE MARÇO EM HELIÓPOLIS!
ESTRÉIA DO ESPETÁCULO "A FESTA" EM HELIÓPOLIS!
DIA 24 DE MARÇO, AS 09:30 HS

- CRIAÇÃO E PESQUISA: GRUPO ARTE SIMPLES DE TEATRO
- DIREÇÃO: TATIANA REHDER
- ATORES:
CAMILA ARELARO
FÁBIO FREIRE
ISADORA PETRIN
LEDA MARIA
MAIRUN SEVÁ
MARCELA VELASQUES
MARÍLIA MIYAZAWA
TATJANA EIVAZIAN
VERÔNICA GENTILIN
- CONCEPÇÃO ARTÍSTICA DE FIGURINO: LEIDE DE CASTRO
- CRIAÇÃO E EXECUÇÃO DE CENÁRIO: BIRA
- DIREÇÃO MUSICAL: FÁBIO FREIRE
- FOTOS: ELIZA CARNEIRO
- ARTE GRÁFICA: DANIEL FRASCINO - V33 MARKETING INTELIGENTE
- COSTUREIRA: ELDA ALVES DE SOUZA
PRIMEIRO ENSAIO EM HELIÓPOLIS- QUADRA DA UNAS
Estamos muito animados!!!


sexta-feira, 13 de março de 2009
NOSSO ENCONTRO COM HELIÓPOLIS
O Grupo Simples de Teatro nasceu há três anos e desde então procura, através de sua pesquisa, criar um canal de comunicação direta com seu público, tendo como objeto provocador levar nosso trabalho aonde o público está.
O grupo entrou em processo de pesquisa em fevereiro de 2008, cujo ponto de partida veio do projeto Moitará, no qual propúnhamos um intercâmbio cultural com jovens atores que residem nas 11 cidades da baixada maranhense e fazem parte de um dos diversos projetos que a ONG Formação atende no Estado do Maranhão. No decorrer do processo, o grupo se deparou com a surpresa de termos adiada a nossa viagem para apresentação dessa peça, decorrente de problemas alheios à nossa vontade e à vontade da ONG Formação.
Com o pensamento do grupo fortalecido, e acreditando que toda dificuldade gera criatividade, fomos à procura de um lugar perto da nossa realidade onde pudéssemos levar nosso trabalho sem perdermos as características primordiais do objetivo para o qual toda pesquisa foi traçada.
Foi com imensa alegria que chegamos a Heliópolis e descobrimos que esse objetivo encontrou seu destino, o que nos anima com a certeza de que todos os caminhos se abrem quando abrimos a nossa percepção para podermos enxergá-los.
NOSSOS OBJETIVOS EM HELIÓPOLIS
APRESENTAÇÕES DO ESPETÁCULO " A FESTA"
A agenda de apresentações do espetáculo será dividida da seguinte forma:
1 – Apresentaremos primeiramente para as crianças e adolescentes participantes dos núcleos pedagógicos de Heliópolis.
2 – Para a comunidade em geral.
As apresentações do espetáculo para os núcleos pedagógicos acontecerão sempre uma vez por semana, às terças feiras.
Já as apresentações para a comunidade em geral acontecerão aos domingos, com o objetivo de proporcionar cultura e lazer no tempo livre dos moradores.
Após cada apresentação proporcionaremos um debate com o público, para colhermos opiniões sobre o espetáculo e discutirmos os temas propostos no mesmo.
Esse debate será documentado para gerar material de pesquisa para o grupo.
As oficinas de teatro, ministradas por 06 integrantes do grupo com experiência em Arte-educação, têm como objetivo inserir os jovens ao universo do fazer teatral, através de aulas e de uma apresentação de conclusão das aulas.
Essas oficinas terão caráter capacitador, para que os próprios jovens aprendizes possam futuramente ministrar aulas de teatro, tornando-o uma constante na comunidade.
Para a finalização das oficinas faremos um festival de teatro, onde cada grupo ensaiará durante o ano e apresentará um espetáculo, para vivenciar o processo como um todo. Para isso, utilizaremos figurinos e cenários, ainda que simples, mas que proporcionarão uma maior inserção no universo teatral.
COM ESSES OBJETIVOS POSTOS EM PRÁTICA, ESPERAMOS INSERIR DE FORMA SIGNIFICATIVA O TEATRO EM HELIÓPOLIS, PROPORCIONANDO AOS HABITANTES DA COMUNIDADE MAIOR QUALIDADE DE VIDA ATRAVÉS DA ARTE. ACREDITAMOS QUE O TEATRO POSSUI ESSE AGENTE TRANSFORMADOR.
sexta-feira, 6 de março de 2009
ESPETÁCULO " A FESTA" - CRIAÇÃO E PESQUISA DO GRUPO SIMPLES DE TEATRO
"O importante não é o que fazem do homem, mas o que ele faz do que fizeram dele"
(Jean-Paul Sartre)
Estamos num reino, mas não sabemos qual a época. Podemos apenas intuir, pois tudo nos é familiar.
Estamos num dia especial: é o aniversário da Filha da Rainha.
Como a estrela solar, tudo gira em torno da Princesa. Não por vontade própria, mas porque a natureza das coisas assim o quer, como uma espécie de gravidade que nos puxa para baixo, sem entendermos bem o motivo.
É necessário que tudo funcione conforme o estabelecido e para isso, não se medirá esforços no intuito de fazer desse dia uma data inesquecível para ela.
Mas haverá presente suficiente que possa preencher o vazio de quem tudo tem?
Qualquer semelhança, não será mera coincidência.





quinta-feira, 5 de março de 2009
QUEM SOMOS
O Grupo Simples de teatro, criado em










































