Diário de Bordo do Grupo Arte Simples de Teatro. Sobre a pesquisa e linguagem do grupo, relatos e informações sobre a Residência Artística que realiza na comunidade de Heliópolis desde Março de 2009.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Semana em Heliópolis - DIAS 26 E 27 DE JULHO 2010



Esta semana fizemos apresentações no CCCA Imperador e na CEI Girassol.
Apresentações bem diferenciadas devido a nossa platéia.

A apresentação realizada no CCCA foi para adolescentes, que interagiram e jogaram junto com os atores durante a apresentação.

Já na CEI a apresentação foi para crianças de 2 a 5 anos, com uma versão mais enxuta da peça e mais "leve".


Teatro Paulo Eiró

Neste último final de semana, nos dias 24 e 25 fomos totalmente surpreendidos pelas apresentações de "A Festa".
O elenco estava afiado com seus objetivos, energia mil e a história foi contada magnificamente. Assim sendo, houve uma interação incrível da platéia com a história e com os personagens. Todos no teatro estavam numa mesma sintonia, aquele dia tão especial da festa estava reverberando por todo o teatro. Era uma alegria e uma troca mútua a todo instante.
Este dia foi muito especial, porque minutos antes da peça começar tínhamos conversado da dificuldade de interação pelo tamanho do teatro e pela distância de ator e platéia (totalmente diferente das apresentações realizadas em Heliópolis) e neste dia fomos surpreendidos pela interação constante, pela vivacidade.


A FESTA - sáb e dom às 16h
Teatro Paulo Eiró
Av. Adolpho Pinheiro, 765
Sto. Amaro
Ingressos: R$10,00/R$5,00

VENHAM!!!


domingo, 25 de julho de 2010

Apresentações para as CEIs - DIAS 19 E 20 DE JULHO 2010


Apresentação do espetáculo "A Festa" nas creches de Heliópolis.
Segunda-feira - CEI Margarida
Terça-feira - CEI da Mina

Nestes dois dias nosso público tinha idade de 1 a 4 anos.

Na apresentação de terça-feira, as crianças eram tão pequenas e fofas que todo o foco durante a peça foi voltado para elas e assim a história acabou se perdendo.

O mais interessante de ver em alguns momentos da peça é que por menor que as crianças sejam e não entendam tudo o que é dito, a imagem da história e dos personagens fica muito viva para elas e elas acabam interagindo a partir do que o olhos vêem.





sexta-feira, 23 de julho de 2010

ESTRÉIA NO PAULO EIRÓ! DIA 17/07/2010
















Estreamos no Teatro Paulo Eiró no último final de semana.
Tivemos um público muito bom. Moradores de Santo Amaro compareceram em peso.

A temporada continua, até dia 22 de Agosto
Todo sábado e domingo às 16h.
Av. Adolfo Pinheiro, 765 - Sto.Amaro

VENHAM NOS ASSISTIR!!!


domingo, 11 de julho de 2010

ESTREÍA ESPETÁCULO " A FESTA" NO TEATRO PAULO EIRÓ - 17 DE JULHO DE 2010

O ESPETÁCULO "A FESTA", QUE TAMBÉM FAZ PARTE DO PROJETO "TEATRO EM HELIÓPOLIS", ESTRÉIA DIA 17 DE JULHO DE 2010 NO TEATRO PAULO EIRÓ, PELA OCUPAÇÃO DOS TEATROS DISTRITAIS DA PREFEITURA DE SÃO PAULO. 

ESTÃO TODOS CONVIDADOS!


    segunda-feira, 5 de julho de 2010

    APRESENTAÇÃO DIA 28 DE JUNHO 2010 - CCCA IMPERADOR.

     MONTAGEM DO CENÁRIO AOS OLHOS DA PLATÉIA

     INTERAÇÃO ANTES DO INÍCIO DO ESPETÁCULO

    TEXTO DE MAIRUN SEVÁ, ATOR DO ESPETÁCULO

    "Quando chegamos ao CCCA Imperador as crianças já estavam sentadas e prontas para a apresentação, sendo assim viram toda a montagem do cenario e a preparação dos atores...
    Nos trocamos no banheiro e ali enquanto vestia minha roupa senti que algo de novo e fresco estava para acontecer pois já ouvia as crianças fazendo um "poquet show" com o nosso musico Fabio; elas pediam e ele tocava a música pedida e então as crianças cantavam com ele. 
    A peça começou e a atmosfera do lugar já havia sido transformada, as crianças estavam atentas e participativas, tudo corria como de costume: com muita energia e sintonia entre os atores e a platéia, até o momento do espetáculo em que cantamos e fazemos pequenas coreografias para agradar a princesa e então uma das crianças se levantou e adentrou o nosso linóleo quadriculado e começou a dançar junto com a personagem Gertrudes. Foi incrível, ele estava jogando com ela e com todos que assistiam a peça.

     A CRIANÇA ENTROU PARA DANÇAR JUNTO COM OS ATORES
    A infanta reclamou que os dois dançaram muito melhor do que ela e ele foi se sentar; mas as fronteiras entre palco e platéia, atores e crianças estavam quebradas e no restante da peca todos participaram ativamente da historia, entrando mais de uma vez no palco e na história.
    Cada vez mais me orgulho e sou surpreendido pelo trabalho que fazemos com essas crianças, sinto o quanto a fantasia é importante para quebrar a dura realidade e permitir o sonho acontecer" 


    quarta-feira, 23 de junho de 2010

    Apresentação dia 21 de junho 2010 - CCCA PAM

    Nos apresentamos mais uma vez no CCCA PAM, ao ar livre. Tivemos uma platéia bem grande, composta por muitas crianças que já haviam assistido ao espetáculo em suas escolas ou na quadra comunitária. Explico: o CCCA é um centro para crianças e adolescentes de Heliópolis para crianças pertencentes à comunidade e que estudam em diferentes escolas; lá passam o período que não estão estudando fazendo diversas atividades. 
    Então ouvimos várias vezes que já tinham visto a peça em suas escolas, ou nas apresentações que fizemos abertas à comunidade.

    Esse fator é ao mesmo tempo frustante e estimulante. Frustante pelo fato óbvio de que não haverá novidade para a platéia que nos assiste pela segunda vez e estimulante pelo fato de que mesmo já tendo assistido, vemos que eles se envolvem novamente, talvez de uma forma diferente, porém igualmente em energia e compenetração.

    Porém, nem tudo são flores e no dia de hoje houveram alguns imprevistos... De antemão deixo claro que essa é a minha opinião e TALVEZ de mais algumas pessoas do elenco, e não de todas as pessoas. Somos um grupo grande, e cada um de nós possui diversos tipos de interação em momentos diferenciados do espetáculo. Então a impressão de um ator pode não ser igual a de outro, pois depende de muitos outros fatores pessoais. Hoje escrevo em meu nome e não no nome do todo. Faço isso para dar um outro panorama do que acontece por lá, para que esse blog não vire somente um relato de dias maravilhosos (o que não é mentira: 90% das vezes é maravilhoso!!!)

    Sempre lidamos com todos os tipos de platéia, todos os tipos de reações, todos os tipos de envolvimento e interação. No começo era bem dificil fazer o espetáculo no meio do que hoje chamamos de "caos organizado". Aos poucos fomos entendendo que nossa peça trazia essa energia na platéia e que também muitas pessoas nunca haviam assistido a uma peça de teatro até então e não sabem/sabiam como assistir, além do fato principal de que pregamos a liberdade de expressão e o estímulo de pensamentos e ações da platéia. Isso virou o nosso combustível. O que antes era um dificultador, virou um facilitador e um estimulador para nós. Quanto mais barulho, mais energia e interação. Isso foi um processo de entendimento e de aprendizagem para nós.

    Mas é claro que em certos momentos, onde a peça vai até eles e não eles até à peça, pode acontecer algum caso de termos pessoas desinteressadas. Afinal, ela não "escolheu" estar lá assistindo.

    Isso pode ser uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo que levamos o teatro aonde o público está, tiramos dele a escolha de IR ao teatro. E isso pode significar que alguém não queira assistir ao espetáculo naquele momento que estamos proporcionando-o.

    E foi isso que aconteceu no dia de hoje. 4 crianças, alheias à peça, jogavam figurinhas e gritavam, entretidas em outra coisa que não era o espetáculo. Outras crianças brigavam com o grupo, pedindo silêncio, querendo assistir. Imaginem o caos. Já passamos por isso diversas vezes e posso afirmar com toda certeza que não temos o ego de achar que todos devem prestar atenção na gente. Porém essa galera estava na PRIMEIRA fila, no gargarejo, na nossa frente! E isso acabou desconcentrando e desconcertando em alguns momentos...

    Pq escrevo tudo isso? para dizer que nem tudo são flores, que estamos em Heliópolis há um ano e meio e que no meio de muitas apresentações boas, com total envolvimento da platéia, há dias em que simplesmente algumas pessoas não querem assistir à uma peça de teatro! E que elas têm todo o direito de não querer!!!!

    quarta-feira, 16 de junho de 2010

    Apresentação dia 14 de junho 2010 - EMEI Cidade do Sol


     E mais uma vez apresentamos nossa peça na EMEI Cidade do Sol. Já chegamos com uma bela recepção dos professores, dos que já haviam assistido ao espetáculo ou então dos que haviam ouvido falar da repercussão da peça entre as crianças...

    É muito bom esse clima "caseiro" que se instala quando fazemos mais de uma apresentação no local. Assim criamos uma intimidade com o espaço, com os funcionários, com o clima que a escola possui.


     Essa relação que se dá, antes e depois do espetáculo, não com a platéia, mas sim com a equipe da escola, é muito importante e faz parte do nosso dia a dia em Heliópolis. Criar e estreitar laços foi a forma que encontramos para adentrar com tranquilidade e respeito nos locais  de apresentação. Faz parte da nossa rotina tomar o café que nos é oferecido, compartilhar impressões, saber sobre a história da escola e dos alunos... O teatro abre espaço para as relações humanas, o teatro fala sobre as relações humanas. Sem elas não estaríamos em Heliópolis, não teríamos chegado aonde chegamos.


    Tivemos uma linda surpresa ao final, quando uma professora entrou no nosso "camarim" para mostar o desenho que uma criança fez depois de assistir ao espetáculo. Os personagens ficam no imaginário das crianças e para nós isso é muito gratificante.

    E para completar o relato, metade do elenco estava debilitado, com algum tipo de dor, gripe, etc, etc... Mas mesmo assim a peça teve um ótimo nível de energia, pois é impossível ficar doente diante de uma platéia tão interativa como é a de Heliópolis. A energia vem dela e volta pra ela, constantemente. A melhor cura para todos as doenças!




    domingo, 13 de junho de 2010

    APRESENTAÇÃO PARA O PROART - BIBLIOTECA CEU PARQUE BRISTOL - DIA 10/06/2010


     Pela segunda vez fizemos uma apresentação do nosso espetáculo A FESTA fora de Heliópolis. dessa vez nos apresentamos pelo edital PROART, um sistema para cadastramento de eventos artísticos, com apresentações no âmbito da Secretaria Municipalde cultura. Nossa apresentação aconteceu na biblioteca do CEU Parque Bristol. Já conhecemos o coordenador desse CEU e estariamos "em casa".


    É muito diferente para nós apresentar o espetáculo num local que não seja Heliópolis, e num dia em que a peça não esteja fazendo parte do nosso projeto "TEATRO EM HELIÓPOLIS". Temos as vezes dificuldade de desvincular o espetáculo à Heliópolis, afinal, foi lá onde essa peça estreou e é lá que nos apresentamos há um ano e meio. Porém é muito compensador para nós vermos o fruto desse trabalho em outros locais, em outros editais, pois assim podemos comprovar que a qualidade artística do espetáculo é relevante, e não somente no projeto artístico-social o qual estamos inseridos.


    A apresentação foi muito gostosa e divertida. Tivemos como cenário prateleiras cheias de livros coloridos e como platéia crianças de 4 a 6 anos pertencentes ao CEU Parque Bristol. Pudemos inovar na encenação, na maneira de receber a platéia, pois estávamos num local inusitado que nos deu oportunidades diversas de interação e utilização do espaço.


    Temos ainda mais duas apresentações pelo PROART e estamos ansiosos.


    sexta-feira, 11 de junho de 2010

    FESTIVAL DA PAZ - 07 DE JUNHO DE 2010 E CAMINHADA DA PAZ - 10 DE JUNHO DE 2010


     Nesse mês de junho aconteceu um dos eventos mais importantes de Heliópolis, a CAMINHADA DA PAZ  e junto com ela, o FESTIVAL DA PAZ.

    A comunidade inteira se reune para lutar pela paz, num protesto contra a violência em Heliópolis  que já dura mais de 14 anos.

    O Grupo Arte Simples participou dos dois eventos, como no ano passado. No festival apresentamos uma breve peça com os alunos da oficina de teatro de terça feira, ministrada por Tatiana Rehder e Andréa Serrano, com alunos da escola Campos Salles. 


    Já na caminhada hasteamos nossa bandeira e andamos por Heliópolis com nossos parceiros, alunos e platéia.



    Importantíssimo fazer parte desse grande evento pela paz na comunidade. Sentimos que fazemos parte de lá e é também o nosso desejo em manter Heliópolis como bairro educador.

    quinta-feira, 10 de junho de 2010

    Apresentações do dia 07 de junho de 2010 - EMEI CIDADE DO SOL


     Hoje fizemos duas apresentações seguidas do nosso espetáculo, na versão A FESTINHA, para crianças de 4 a 6 anos.

    Apresentar a peça para os pequenos é ter a certeza de muita interação e muito carinho durante e após a peça... Os abraços apertados são combustível para a semana toda!
    Mas principalmente, é ter a certeza de que a platéia acreditará e embarcará na viagem da nossa história.

    É engraçado que ouvimos todos os tipos de reações após a peça: alguns acreditam que somos mesmo os personagens, já outros sabem que somos atores interpretando um papel. Mas isso não diferencia a platéia que se envolve e acredita na história.

    Para cada idade recebemos uma reação, uma troca diferente, durante e após o espetáculo. Não saberia dizer ao certo se individualmente os artistas do grupo possuem alguma preferência em relação à faixa etária. Posso dizer que são platéias diferentes e com atitudes diferentes, mas todas maravilhosas de se relacionar. Algumas mais difíceis, outras mais fáceis. Mas o que é fácil em uma platéia pode ser complicado em outra e assim vamos nos adaptando, sempre.


    A real é que, indiferente da idade, a platéia de HELIÓPOLIS é maravilhosa. Quanta troca, aprendizagem e por que não dizer, quanto prestígio conseguimos com essa comunidade que nos acolheu de forma tão aberta...


    Nosso projeto artístico está tão associado e mesclado à comunidade que não podemos conceber uma idéia artística sem pensar na platéia para a qual faremos. Heliópolis nos inspira e ajuda a definir e construir  alguns caminhos do grupo, no que diz respeito à criação de novas cenas e de um novo espetáculo que está por vir...


    quarta-feira, 2 de junho de 2010

    APRESENTAÇÃO DIA 31 DE MAIO 2010 - CCCA PAM



    A Luz do Sol como iluminação do espetáculo, o vento balançando os figurinos, as casas de Heliópolis e seus moradores como cenário... Esses foram alguns dos elementos da apresentação que fizemos no CCCA PAM, ao ar livre.

    Logo após a montagem do cenário, percebemos que a ventania não deixaria que ele ficasse de pé; uma benção, podemos dizer, pois não haveria cenário melhor do que as casas de heliópolis e seus moradores ao fundo. (Algumas crianças subiram no muro de suas casas e assistiram dali mesmo, outro morador alternava: lavava suas roupas no tanque enquanto assistia ao espetaculo. Essas coisas não têm preço para nós!!!!)

    O céu, no início carregado de nuvens pretas, abriu-se durante o espetáculo, num azul forte. Dionísio, São Pedro, alguém ouviu nossos desejos de bom tempo para a peça acontecer.

    A platéia, com muitos assistindo a peça pela segunda vez, tinha uma vingança: Dessa vez não se deixariam enganar pela Rainha Má e nem se encantariam pela doçura falsa da princesa. Ouvimos diversas vezes que eles sabiam quem éramos e que não éramos flores que se cheirassem e que iam dar o troco. Mesmo já tendo assistido, algumas pessoas da platéia encontraram maneira de participar ativamente do espetáculo, dessa vez em forma de protestos. Isso também não tem preço para nós!!!!!!! A história marcou, os personagens também e eles não se importaram de ver novamente. Além disso, os que nunca assistiram ao espetáculo participaram ativamente, com olhos e reações de novidade.


    Todos esses elementos são energizantes, revigorantes e ficarão eternizados na nossa história.



    quinta-feira, 27 de maio de 2010

    APRESENTAÇÃO DO DIA 24 DE MAIO - EMEI ANTONIO FRANCISCO LISBOA

    E hoje voltamos à EMEI ANTONIO FRANCISCO LISBOA, onde fomos tão bem recebidos na semana passada.

    Há alguns dias atrás escrevemos aqui no blog uma reflexão sobre os professores, coordenadores e diretores das escolas em que nos apresentamos.
    Durante o dia de hoje pudemos confirmar o que uma boa administração, carinho, cuidado e dedicação podem fazer por uma escola.

    A escola, impecável, em vários fatores: Limpa, organizada, com uma linda sala de brincar, toda equipada, um cardápio variado para a alimentação das crianças, professores cuidadosos e carinhosos... E uma coordenação super atenciosa e dedicada conosco.

    Os professores participaram ativamente dos espetáculos, cuidando das crianças, deixando-as livres para interagir, acompanhando a história...


    E após o espetáculo, muito carinho com o grupo por parte da coordenação da escola, nos sentimos em casa e super bem recebidos.
    Para nós é uma alegria imensa, sentirmos que somos valorizados, que nosso trabalho pode fazer alguma diferença no dia da escola, dos alunos e dos professores, coordenadores e direção.

    Saímos de lá com a sensação de que éramos importantes, que o teatro é importante. Essa é a melhor sensação que há! 

    E um outro fator super estimulante foi a interação com o espaço de uma escola infantil, tudo estava combinando: o colorido da escola com o colorido de nossos figurinos e cenário... A nossa pesquisa baseia-se, entre outras coisas, em sempre interagir com os espaços das apresentações, tornando qualquer lugar propício para um espetáculo de teatro, além de nos utilizarmos de todos os elementos do local para compor nossa história... Quantas cores!


    quinta-feira, 20 de maio de 2010

    APRESENTAÇÃO DO DIA 17 DE MAIO - EMEI ANTONIO FRANCISCO LISBOA

    Quanta saudade estávamos de nossa platéia pequenina. Pequenina não de quantidade, pois tivemos quase cem crianças nos assistindo hoje. Mas sim pequeninos de idade, pois tinham de 4 a 5 anos.


    Idade onde a imaginação voa, os coloridos dos figurinos lhe enchem os olhos, a atração pela Princesa cor de rosa é hipnotizante.

    Depois de tanto tempo sem nos apresentarmos para essa idade, o grande desafio: Manter o nível de energia da peça, fazê-los entender a história, interagir ludicamente, diminuir o tempo dilatado de algumas cenas...

    Esse frio na barriga do inesperado (será que irão gostar, acompanhar até o final, entender, se assustar, interagir???) é um combustível delicioso.

    Um fato curioso que mostra que tivemos um dia delicioso e intenso nessa escola é a de alguém (misteriosamente não detectamos qual pequenino) com muita vontade de fazer xixi, mas que para não perder a história fez na calça mesmo, molhando os tapetes de EVA que serviram de lugares de platéia!!!


    No final... Muitos abraços apertados dos pequenos, um carinho que para ser devidamente aproveitado e recíproco, demandou muitos agachamentos dos atores para ficarmos no mesmo nível de altura... (risos)

    A maior beleza dessa idade é a facilidade de entrar/viver no mundo do sonho, da fantasia, do imaginativo. Acreditam como ninguém naquilo que está diante de seus olhos: Era um vez, um lugar, uma cidade, um país, um Reino...


    sábado, 15 de maio de 2010

    APRESENTAÇÃO DIA 10 DE MAIO - ANEXO DA EMEF LUIZ GONZAGA



    Reflexões.... (Por Tatiana Rehder, diretora)

    "Hoje o assunto da minha reflexão é a escola, em especial as escolas municipais, onde nosso grupo excursiona com a peça semanalmente.
     
    Desde que começamos o projeto de residência artística em Heliópolis, a grande maioria nosso público vem das EMEFS, EMEIS, CEUS e não raras vezes as CEIS.
    Para quem não conhece, EMEFS são escolas de ensino fundamental, EMEIS são pré-escolas, CEUS são centros unificados e CEIS são as creches para crianças de até 04 anos.
     
    Já comentei sobre esse assunto com várias pessoas e aqui no blog acho que a primeira vez: Reflito sobre o funcionamento das escolas municipais de São Paulo que temos visitado, e posso dizer que há qualidade em relação à estrutura, ao material e ao funcionamento; incluo também a parte de alimentação, pois tive a oportunidade de almoçar muitas vezes nas escolas.

    Mas o grande diferencial destas escolas está nas mãos (condução) do diretor e em seguida nas mãos de cada professor.
    É impressionante como a postura de um diretor e de um professor podem mudar o perfil de aprendizagem de cada aluno; não digo em relação a parte técnica de cada professor ou diretor, já que não temos contato direto com essa parte, mas sim em relação à parte humana.

    Sempre somos muito bem recebidos pelas escolas, desde o dia em que vou agendar a peça como no dia da apresentação, porém é durante as apresentações que podemos ver o professor HUMANO, aquele que está  ao lado dos seus alunos
    compartilhando o momento de assistir à uma peça de teatro. É emocionante ver quando professor e aluno “jogam” juntos o jogo da aprendizagem.
    Isso pra nós é muito claro. quando vemos o professor que senta junto com seus alunos para assistir e os que se sentam separados e só lembram dos alunos quando é para dar alguma bronca ou chamar atenção e pedir silêncio e ordem.

    A nossa peça foi feita para a criança interagir, dar sua opinião durante o espetáculo, e se quiser, mudar o rumo da história. A grande atração da peça é a platéia e não os atores. Pensamos numa estrutura em que aconteça uma cena em cada lugar da platéia, pensamos na rapidez das informações que a criança recebe hoje em dia através da internet, pensamos muito em como a linguagem teatral pode ter esse mesmo ritmo alucinado. Colocamos isso em prática e o resultado é o mais gostoso de se ver. Muitas vezes adultos que assistem a peça em Heliópolis comentam que o melhor da peça é ver a reação da platéia.


    Por essas razões, aqui segue um alerta: Professores, abram os olhos! Joguem o jogo da aprendizagem junto com seus alunos!
    É muito emocionante quando presencio esse jogo aluno-professor! É único! É uma experiência para a vida toda!"



    segunda-feira, 10 de maio de 2010

    APRESENTAÇÃO DIA 03 DE MAIO - EMEF LUIZ GONZAGA



    Depois de um mês nesse espaço, nos despedimos. Um espaço grande, refeitório, com um palco. Espaço que possibilitou diversas movimentações e interações diferenciadas. Podemos dizer que esse tempo de um mês na mesma escola nos proporcionou até uma "rotina" na preparação, pois já sabíamos onde ficaria o cenário, por onde nos movimentaríamos, aonde seria o nosso "camarim". Isso não deixa de ser atípico em nossa trajetória em Heliópolis, pois a surpresa, o acaso e a resolução imediata de encenação são algumas características do nosso trabalho por aqui.

    Bom, hoje teríamos pela primeira vez uma verdadeira BANDA em cena: dois músicos, Fábio e Eugenia, e seus múltiplos instrumentos, convencionais e não-convencionais. Imaginem a força de dois violões, dois cajons (intrumento de percussão) duas vozes, inúmeros aparatos de percussão. Imaginem a barulheira boa, a energia altíssima em que a platéia foi recebida.

    Os alunos já estavam em polvorosa e a banda, com sua música alta e vibrante, só fez aumentar. O resultado disso foi uma peça vigorosa, cheia de energia, uma platéia atenta e ao mesmo tempo dispersa, porém sempre com os olhos na peça. Platéia que reagiu a todos os momentos da peça, seja opinando, gritando, cantando, batendo palmas, vaiando, se levantando... Pareciam que iam explodir de tanta energia! Muita interação, muita interação, muita interação...
    Para os atores é como se o dobro de energia tivesse que ser utilizado, seja para nos equiparar em termos de energia com a platéia, seja para sermos ouvidos, aumentar o volume vocal... É um turbilhão, um misto de alegria por estarmos "tocando" tanto a platéia, com uma pitada de desespero, um sensação de "socorro, minha voz não vai chegar!" 
    Ao final, uma alegria imensa e um cansaço sem igual... (alguém viu a placa do caminhão que nos atropelou???)

    Hoje, sensação de dever mais que cumprido. Platéia boa é platéia bombando! e bota bomba nisso!!!



    sábado, 1 de maio de 2010

    APRESENTAÇÃO DIA 26 DE ABRIL - EMEF LUIZ GONZAGA

    Segunda-feira, dia 26 de Abril e a primeira notícia que recebemos quando chegamos à escola  é de que a peça só começaria as 14h30 devido à reunião dos professores. Normalmente as apresentações se iniciam as 13h30.

    Com isso tivemos bastante tempo para arrumar o espaço, montar o cenário, nos preparar. Este tempo trouxe uma concentração muito grande para todos, gerando calma e muita atenção na hora da peça. O jogo rolou super bem entre todos os atores e o ritmo das cenas estava em cima. Era gostoso de ver como todos estavam se divertindo muito com seus personagens e isso reflete na atenção que a platéia mantinha durante toda a peça. Eles estavam atentos às cenas, à história, totalmente envolvidos com tudo que acontecia ali, naquele refeitório - que se transforma em reino.

    Os atores estão livres em cena, é tão bonito de ver, é incansável ver o espetáculo A FESTA. Cada apresentação se descobre mais do texto, dos atores, da platéia. É um conjunto envolvente que só faz ter a cada dia mais e mais vontade de voltar e continuar.

    Neste dia haviam vários professores assistindo a peça. Como eles se divertiram, se envolveram! Assim como todas as crianças ali presentes. A interatividade levada pelo grupo fascina e faz com que cada um ali seja parte, seja personagem daquele reino.

    As crianças vibraram junto com o Cirilo, com a história dele, emanaram toda a sua energia pra cena! Foi maravilhoso!

    É uma honra e um prazer levar a peça pra esta platéia, para Heliópolis.

    Evoé, jovens a vista!
     
    TEXTO DE EUGENIA CECCHINI , MUSICISTA DA PEÇA.

    sábado, 24 de abril de 2010

    depoimento de uma atriz sem voz - apresentação de 19/04/2010

     
    "Acordei preocupada... como resolveríamos esse pequeno detalhe: estou muda! E pensei: dou vida à personagem Infanta, não posso perder a voz! Mas em seguida percebo minha incapacidade e num olhar franco com a diretora, assumo: não vai dar... 


    A INFANTA ORIGINAL, EMOCIONADA, 
    NA PLATÉIA, TOTALMENTE SEM VOZ

     A INFANTA DO DIA, 
    SALVADORA DA PÁTRIA!
    Imediatamente a diretora conversa com outra atriz, que com os olhos molhados pelo “tamanho do abacaxi”, topa o desafio. Bom, decisão tomada, todos respiram fundo e acreditam! Eu ficaria na filmagem da platéia e principalmente, filmagem da Infanta do dia. Arrumamos as cadeiras, os atores se preparam e percebo que não estão nervosos, pelo contrário, jogam a energia lá prá cima e se concentram, ajudam a atriz nas marcações e deixas, todos assumem os riscos e compram a idéia... Fazemos uma roda, é nosso primeiro dia em Heliópolis pós aprovação do edital do Fomento, gritamos o MERDA com tanta garra e coragem que me emociono... 
    Lá vem as crianças e Dionísio abençoa! A platéia reage: hora conversa com os personagens, hora faz um silêncio quase inacreditável... a peça segue magicamente, cada ator dá e recebe com uma honestidade de arrepiar. Estou no meio da platéia e posso ouvir os comentários baixinhos, no final um menino suspira e diz: que covardia! Quase levanto de tanta vontade de responder, compartilhar com ele que “essa princesa é mesmo do avesso” (ainda bem que estou sem voz!) e me lembro sorrindo das palavras da diretora: quanto mais eles reagirem, melhor!!! 
    A peça termina, vêm os aplausos e nossa diretora faz questão de agradecer e informar (pela primeira vez!) que esse espetáculo é realizado através da lei do Fomento ao Teatro!
    Depois de mais essa experiência me fica a sensação de que esse Grupo é feito de algo muito especial: amor. São pessoas que se amam, se respeitam e tem em comum o amor maior: o amor pelo Teatro! E o desejo de fazer do teatro uma arte possível à todos!!! Ouço dentro de mim: É aqui que eu quero estar, é Arte Simples nesse lugar!!! Muito obrigada por hoje Grupo e Comunidade.
    Um abraço apertado e mudo!"
    Camila Arelaro - atriz

    domingo, 18 de abril de 2010

    A MELHOR NOTÍCIA DO ANO!

    É com muita alegria que anunciamos que o Grupo Arte Simples, com seu projeto TEATRO EM HELIÓPOLIS, foi contemplado com o "Programa Municipal de Fomento ao Teatro", principal mecanismo de financiamento de teatro de grupo em São Paulo desde 2002.

    Esse programa possibilitará melhorias no projeto já existente e sua expansão de maneira qualitativa: 

    - abertura de duas novas oficinas de teatro (totalizando 9 oficinas e 180 crianças e jovens atendidos)

    - materiais para essas oficinas (incluindo material didático para a oficina de capacitação em oficineiro de teatro)

    - duas temporadas do espetáculo aos finais de semana, para que a comunidade em geral tenha uma opção gratuita de cultura em seu horário de lazer.

    - 2º Festival de teatro jovem de Heliópolis, com cenários e figurinos para todos os espetáculos oriundos das oficinas de teatro.
    -  lançamento de livro contendo relatos de todo o projeto, buscando documentar as ações tomadas e incentivar iniciativas semelhantes.


    E continuamos a levar o espetáculo "A FESTA" para todas as instituições estudantis de Heliópolis, incluindo creches, ensino infantil, fundamental e médio, no período vespertino.

    Estamos realizados!!!!

    sábado, 17 de abril de 2010

    APRESENTAÇÃO DIA 12 DE ABRIL - EMEF LUIZ GONZAGA



    Chegamos na mesma escola da semana passada, onde estaremos durante todo o mês e meados de maio, para mais uma apresentação.
    Claro que chegamos na expectativa: será que a platéia vai "bombar" como na semana passada?
    Nenhum espetáculo é como o outro, afinal, toda peça é um organismo vivo que depende de muitos fatores para acontecer ou não...

    Nossa platéia dessa semana foi formada por alunos da quarta série. No momento em que a peça começou, ainda havia muito barulho e dispersão. Aos poucos, a platéia foi sendo cativada pela história. Durante o espetáculo, participaram bastante, tomaram posições em relação aos personagens, fizeram coro... Porém...

    É incrível como esse espetáculo deve sempre ser feito de maneira que não haja intervalo para a platéia "respirar". Explico melhor: aqui não cabem pausas, devaneios, energia baixa... Bastou um segundo de qualquer uma dessas coisas para a platéia escapar de nossas mãos. E foi isso que aconteceu. No final, já havíamos perdido metade da platéia para a dispersão...
    É um espetáculo enérgico, barulhento, com multiplos focos e atenções, interação... Se por um acaso os atores não estiverem com toda a sua energia em potência máxima, se esperarmos o ruído (maravilhoso) da interatividade acabar para dar nossos textos... estamos perdidos. Perdemos a atenção do público.

    E sem a atenção do público de que serve o teatro?????



    Todos os dias temos uma luta, a luta de manter o alto nível energético do espetáculo. Mas como disse no começo, é um organismo vivo, que depende de muitos fatores, fatores HUMANOS. E estar nessa luta é delicioso. Não há nada melhor que cativar aos poucos e de repente, sermos tomados pelo nosso personagem principal, pelo seu ruído...

    Semana que vem tem mais!